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Programa de Estabilidade

Bloco de Esquerda: Programa de Estabilidade revela a opção pelo “campeonato da décima”

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A deputada bloquista acusa o Governo de entrar no "campeonato da décima", pensando que dessa forma o futuro do país fica protegido e critica o facto de não haver um plano para combater precariedade.

MANUEL DE ALMEIDA/LUSA

Mariana Mortágua defendeu esta segunda-feira que o Programa de Estabilidade apresentado pelo ministro das Finanças revela a opção pelo “campeonato da décima“, o que não “prepara o país para os desafios do futuro“. Pela voz da deputada Mariana Mortágua, o Bloco de Esquerda reagiu ao Programa de Estabilidade apresentado esta segunda-feira pelo ministro das Finanças, tendo o Governo revisto em baixa a previsão do crescimento económico para este ano (1,9%), destacando o contexto externo de incerteza.

Para o Bloco de Esquerda, o quarto e último Programa de Estabilidade deste Governo representa o campeonato onde Portugal tem participado, isto é, o país tem “ido sistematicamente além das metas pensando que assim credibiliza, porventura, o ministro das Finanças e o Governo”, começou por criticar a deputada.

No seu entender, ao apresentar este Programa de Estabilidade, Mário Centeno “tentou passar a ideia de que Portugal estará protegido se cumprir rigorosamente todas as pequenas, a até as menos racionais imposições orçamentais da UE”. “É como se a participação de Portugal no campeonato da décima, a mais absurda décima orçamental, protegesse o país no futuro”, sublinhou a bloquista, considerando que a realidade não funciona dessa forma.

O Bloco de Esquerda defende que não é esse rigor orçamental – o referido “campeonato da décima” – que paga os salários dos funcionários públicos, “que neste Programa de Estabilidade ainda não têm um salário adequado à inflação”. “E isso sim seria a reposição da normalidade”, enfatizou. Esse rigor almejado pelo Governo do PS, prosseguiu, “não preparará o país para os investimentos públicos que nos permitam fazer face às alterações climáticas”, nem “nos permite fazer investimento no Serviço Nacional de Saúde, que nos proteja no futuro”.

E, continuando com os exemplos, a bloquista vincou que este Programa de Estabilidade “não teve a ambição de nos dar um programa de transição para o emprego qualificado, de combate à precariedade, um programa que prepare o país para o futuro”. “O que temos é um programa sem ambição, um programa que se preocupa única e exclusivamente em cumprir e até ultrapassar a mais ínfima décima e a mais ínfima regra europeia, mas que se preocupa muito pouco em trazer um programa de visão e de ambição para o país, que nos prepare para os enormes desafios que vamos ter no futuro”, rematou.

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