Cabo Verde

Ritmo de crescimento económico em Cabo Verde abranda no primeiro trimestre

Nos primeiros três meses do ano, o setor do comércio em estabelecimento foi o que mais subiu. Turismo, construção e indústria tiveram registos negativos. Excesso de burocracia é uma das causas.

Dados foram anunciados pelo Instituto Nacional de Estatísticas

Autor
  • Agência Lusa

O ritmo de crescimento económico cabo-verdiano abrandou no primeiro trimestre do ano, com registos inferiores ao trimestre homólogo e a conjuntura é desfavorável, segundo o indicador de clima económico, revelado esta segunda-feira pelo Instituto Nacional de Estatísticas (INE).

De acordo com os dados do inquérito à conjuntura aos agentes económicos, nos primeiros três meses do ano, entre todos os setores, o do comércio em estabelecimento foi o que mais subiu (cerca de 16 pontos), no que toca ao indicador de confiança dos empresários, registando os valores mais altos dos últimos 67 trimestres consecutivos, ou seja, mais de cinco anos e meio.

Neste setor, a conjuntura económica foi favorável no decorrer do primeiro trimestre e os empresários apontaram as dificuldades financeiras e a insuficiência da procura como os principais constrangimentos.

Globalmente, o indicador de clima económico no primeiro trimestre de 2019 rondou os nove pontos, quando o máximo histórico da série disponibilizada pelo INE, atingido em no primeiro trimestre de 2008, foi 20 pontos.

Outros dois setores que tiveram evolução positiva na perceção dos empresários, e cuja conjuntura é favorável face ao trimestre homólogo, foram o comércio em feira, turismo residencial e transporte e serviços auxiliares aos transportes.

Neste último setor de atividade, os empresários apontaram o excesso de burocracia e regulamentações estatais e as dificuldades na obtenção de créditos bancários como os principais constrangimentos registados de janeiro a março.

Em sentido contrário, os setores do turismo, da construção e da indústria transformadora tiveram registos negativos, face ao período homólogo, com uma conjuntura desfavorável, segundo o INE. No turismo, por exemplo, o indicador de confiança manteve a tendência descendente do último trimestre.

“Os empresários apontaram a insuficiência da procura e o excesso de burocracia e regulamentações estatais como sendo o principal obstáculo do setor no 1º trimestre de 2019”, concluiu o INE.

Na construção, os empresários apontaram o nível elevado da taxa de juros e as dificuldades na obtenção de crédito bancário como sendo os principais constrangimentos do setor.

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