Rádio Observador

Prémios e Galardões

Caetano Reis e Sousa eleito membro da Royal Society britânica, primeiro português em 200 anos

502

A academia científica mais prestigiada do mundo elegeu Caetano Reis e Sousa, especialista em imunologia, tornando-o o primeiro português membro em 200 anos a entrar como 'fellow'.

Caetano Reis e Sousa mostrou-se satisfeito pelo "reconhecimento de contribuições profissionais ao longo da carreira"

YouTube

Autor
  • Agência Lusa

O investigador português Caetano Reis e Sousa foi eleito membro da Royal Society, tornando-se no primeiro português em 200 anos a entrar como ‘fellow’ para a academia de ciências britânica e a mais antiga do mundo, foi anunciado esta quarta-feira.

O especialista em imunologia foi eleito devido às suas “contribuições para perceber os mecanismos pelos quais o sistema imunitário deteta a invasão de patógenos, cancro e danos nos tecidos”, refere um comunicado do Instituto Francis Crick, em Londres, onde é líder de grupo e diretor assistente de investigação.

A investigação feita pelo laboratório de Caetano Reis e Sousa sobre o cancro levou à descoberta de processos usados pelo sistema imunitário para detetar agentes patogénicos e células mortas, mostrando como funcionam a nível celular e molecular.

Em declarações à agência Lusa, o cientista português mostrou-se satisfeito pelo “reconhecimento de contribuições profissionais ao longo da carreira”, salientando a “honra” de pertencer à academia científica mais prestigiada do mundo, que teve como membros desde Isaac Newton (1643-1727), Charles Darwin (1809-1882) ou Albert Einstein (1879-1955).

A Royal Society foi fundada em 1660 e apadrinhada pelo rei Carlos II, que foi casado com a portuguesa Catarina de Bragança, com o objetivo de promover a investigação e descobertas científicas.

Todos os anos são eleitos para a Royal Society no máximo 52 membros enquanto britânicos ou funcionários de instituições britânicas e mais 10 membros estrangeiros entre uma média de 700 candidatos propostos por membros atuais.

Desde a fundação, há 359 anos, apenas 25 portugueses foram eleitos membros, a maioria no século XVIII, e o último a entrar foi o matemático Garção Stoeckler, em 1819, de acordo com um estudo do físico português Carlos Fiolhais.

Atualmente, a Royal Society possui perto de 1.600 membros [fellows] britânicos e estrangeiros, incluindo 80 vencedores de prémios Nobel.

Caetano Reis e Sousa espera ter “certas obrigações” enquanto membro, nomeadamente a participação em comités sobre políticas para a ciência e a divulgação da ciência, mas apesar da importante rede de membros, refere que “cada um tem as suas próprias redes de colaboradores e não tem impacto ao nível do trabalho”.

Nascido em 1968 em Lisboa, Caetano Reis e Sousa mudou-se para o Reino Unido em 1984, onde terminou os estudos secundários antes de estudar Biologia no Imperial College, em Londres, e um doutoramento em Imunologia em Oxford, tendo também trabalhado nos EUA.

Em 1998, voltou ao Reino Unido, onde lidera um grupo que faz estudos sobre a forma como o sistema imunitário responde à presença de uma infeção ou ao desenvolvimento de um tumor.

O português já recebeu diversos prémios e distinções, incluindo a Ordem portuguesa de Sant’Iago da Espada, tendo sido um dos dois investigadores europeus distinguidos com o prémio Louis-Jeantet de Medicina 2017, equivalente a 700 mil francos suíços (cerca de 653 mil euros no câmbio dia altura).

Dois anos antes, em 2015, orientou um artigo científico publicado na revista Cell que mostrou que dar aspirina a pacientes com cancro em simultâneo com imunoterapia pode aumentar significativamente a eficácia do tratamento.

Não queremos ser todos iguais, pois não?

Maio de 2014, nasceu o Observador. Junho de 2019, nasceu a Rádio Observador.

Há cinco anos poucos acreditavam que era possível criar um novo jornal de qualidade em Portugal, ainda por cima só online. Foi possível. Agora chegou a vez da rádio, de novo construída em moldes que rompem com as rotinas e os hábitos estabelecidos.

Nestes anos o caminho do Observador foi feito sem compromissos. Nunca sacrificámos a procura do máximo rigor no nosso jornalismo, tal como nunca abdicámos de uma feroz independência, sem concessões. Ao mesmo tempo não fomos na onda – o Observador quis ser diferente dos outros órgãos de informação, porque não queremos ser todos iguais, nem pensar todos da mesma maneira, pois não?

Fizemos este caminho passo a passo, contando com os nossos leitores, que todos os meses são mais. E, desde há pouco mais de um ano, com os leitores que são também nossos assinantes. Cada novo passo que damos depende deles, pelo que não temos outra forma de o dizer – se é leitor do Observador, se gosta do Observador, se sente falta do Observador, se acha que o Observador é necessário para que mais ar fresco circule no espaço público da nossa democracia, então dê o pequeno passo de fazer uma assinatura.

Não custa nada – ou custa muito pouco. É só escolher a modalidade de assinaturas Premium que mais lhe convier.

Partilhe
Comente
Sugira
Proponha uma correção, sugira uma pista: observador@observador.pt

Só mais um passo

1
Registo
2
Pagamento
Sucesso

Detalhes da assinatura

Esta assinatura permite o acesso ilimitado a todos os artigos do Observador na Web e nas Apps. Os assinantes podem aceder aos artigos Premium utilizando até 3 dispositivos por utilizador.

Só mais um passo

1
Registo
2
Pagamento
Sucesso

Detalhes da assinatura

Esta assinatura permite o acesso ilimitado a todos os artigos do Observador na Web e nas Apps. Os assinantes podem aceder aos artigos Premium utilizando até 3 dispositivos por utilizador.

Só mais um passo

Confirme a sua conta

Para completar o seu registo, confirme a sua conta clicando no link do email que acabámos de lhe enviar. (Pode fechar esta janela.)