França

Notre Dame. Preços disparam depois do desastre (até dos souvenirs)

Nas imediações de Notre Dame, um dia após o fogo, comerciantes esgotam desenhos da torre caída e há quem aproveite para disparar preços. Quem mora junto à Catedral teve de sair e ainda não pode voltar

AFP/Getty Images

A vida continua em Paris depois do incêndio que devastou na segunda-feira a Catedral mais famosa da Europa. Segundo uma reportagem do espanhol La Vanguardia no local, as lojas e os postos de venda de souvenirs para turistas junto ao Sena (e à Catedral) continuavam abertos esta terça-feira e nem por isso deixavam de ter clientes. Aliás, a procura até aumentou. E os preços também.

“O que procuram mais é a imagem da ‘flecha’ [o pináculo da torre da Catedral que caiu com o incêndio]”, conta uma vendedora que diz manter o preço habitual — 2 euros — mas que garante que muitos dos seus colegas já estão a aumentar o preço daquelas lembranças. “Preferia não vender nada e ter a catedral intacta atrás de mim”, lamenta, citada pelo jornal.

[Cinzas, silêncio e um enorme buraco no teto. O que resta no interior de Notre Dame]

Entre postais e desenhos do pináculo da torre da catedral, Sébastien, um dos vendedores, diz que o preço pode chegar até aos 30 euros e não se surpreende se os vender todos naquele dia. Mais à frente na mesma rua, segundo relata o diário espnhol, outra vendedora, Carol Maillet, atira para um transeunte: “Desses já não tenho mais, não quer um desenho da Torre Eiffel?”.

De resto, a afluência ao comércio que circunda a Catedral aumentou no dia seguinte ao incêndio. Ora por serem turistas que tinham previsto visitar a Catedral e ficaram impedidos, ora por serem curiosos que procuram agora lembranças ou explicações para o incêndio que destruiu o mais emblemático símbolo da arte gótica europeia.

Também os moradores das imediações de Notre Dame foram obrigados a deixar as suas casas por motivos de segurança e ainda não têm ordem para voltar. Segundo explicou uma moradora ao Vanguardia, os especialistas “querem ter a certeza de que o calor intenso do incêndio não afetou a estrutura dos edifícios e que a fachada da catedral não vai ainda afundar”.

A afluência de jornalistas de todo o mundo é outra característica de Paris por estes dias. Resultado: muita procura de alojamento, preços a disparar. Segundo o gerente do hotel Saint Louis en l’Isle, junto a Notre Dame, que está com a lotação esgotada como todos na zona, há quem esteja a alugar casas de particulares com vista para a Catedral por mil euros/noite. “Há centenas de jornalistas dispostos a tudo. Acabei de dizer à CNN que não tinha disponibilidade, e estavam dispostos a pagar dez quartos a peso de ouro”, conta ao Vanguardia.

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