Rádio Observador

África

África. Domingos Simões Pereira diz que PAIGC foi escolhido para governar Guiné-Bissau e vai fazê-lo

O líder do Partido Africano para a Independência da Guiné e Cabo Verde quer "restaurar a soberania nacional e a normalidade constitucional", sem interferências às ações do partido.

O ex-ministro falou na cerimónia da tomada de posse dos novos deputados do parlamento da Guiné-Bissau

PAULO CUNHA/LUSA

Autor
  • Agência Lusa

O presidente do Partido Africano para a Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC), Domingos Simões Pereira, disse esta quinta-feira que o partido foi escolhido para governar e que está determinado em fazê-lo e sem permitir interferências no processo.

“Fomos escolhidos para governar e é o que estamos determinados a fazer em absoluta observância da Constituição da República e das leis, fazendo as escolhas que a nossa consciência e os estatutos do nosso partido ditarem em conjugação com os partidos da nossa parceria para materialização dos anseios e aspirações de todo o nosso povo, não aceitando, nem permitindo nenhuma interferência estranha a este processo”, afirmou Domingos Simões Pereira.

O presidente do PAIGC e antigo primeiro-ministro falava na cerimónia da tomada de posse dos novos deputados do parlamento da Guiné-Bissau eleitos nas legislativas de 10 de março, que decorreu esta quinta-feira numa unidade hoteleira em Bissau e que contou com a participação de mais de 300 pessoas, entre os quais representantes da comunidade internacional. “Nessa perspetiva, me inclino perante o povo guineense e a sua prova incessante de maturidade e resiliência ao aceitar o desafio de ultrapassar a transição, restaurar a soberania nacional e a normalidade constitucional”, salientou Domingos Simões Pereira.

O PAIGC venceu as eleições legislativas de 2014, mas Domingos Simões Pereira foi demitido das funções de primeiro-ministro em agosto de 2015, o que deu início a uma grave crise política no país, que acabou por ser mediada pela comunidade internacional, principalmente a Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental.

Nas eleições do mês passado, o PAIGC elegeu 47 deputados para o parlamento guineense e anunciou uma coligação parlamentar e governamental com a Assembleia do Povo Unido – Partido Democrático da Guiné-Bissau, União para a Mudança e Partido da Nova Democracia, conseguido uma maioria de 54 deputados.

“Nesta sala improvisada em plenária da ANP (Assembleia Nacional Popular), que mesmo modesta tenta reproduzir os requintes que a civilização moderna convencionou para atos deste simbolismo e envergadura somos uma centena de privilegiados, trajando os nossos melhores fatos, talvez adquiridos em grandes butiques do mundo ocidental, tudo a condizer com a época que vivemos e com os padrões universais do desenvolvimento”, afirmou Domingos Simões Pereira.

O que não condiz, continuou o presidente do PAIGC, é o “facto de estarem lá fora milhares que nos escutam e acompanham enquanto aguardam ansiosos por sinais que possam dar-lhes consolo e a esperança de que estamos aqui reunidos não por nós próprios, não para atendermos aos nossos egos de elite urbana, mas para simbolizar cada mulher e cada homem desta sociedade e Nação”.

No discurso, Domingos Simões Pereira disse que é preciso que todos os deputados tenham consciência de que são “milhares os que se sentem excluídos desta perspetiva, quer seja pela saúde que não lhes chega, quer seja pela educação que lhes é sonegada, seja, sobretudo, pela falta de oportunidade num país rodeado de tantos ingredientes”. “A democracia tem esta magia, de nos colocar sempre de volta ao ponto de partida”, sublinhou.

Não queremos ser todos iguais, pois não?

Maio de 2014, nasceu o Observador. Junho de 2019, nasceu a Rádio Observador.

Há cinco anos poucos acreditavam que era possível criar um novo jornal de qualidade em Portugal, ainda por cima só online. Foi possível. Agora chegou a vez da rádio, de novo construída em moldes que rompem com as rotinas e os hábitos estabelecidos.

Nestes anos o caminho do Observador foi feito sem compromissos. Nunca sacrificámos a procura do máximo rigor no nosso jornalismo, tal como nunca abdicámos de uma feroz independência, sem concessões. Ao mesmo tempo não fomos na onda – o Observador quis ser diferente dos outros órgãos de informação, porque não queremos ser todos iguais, nem pensar todos da mesma maneira, pois não?

Fizemos este caminho passo a passo, contando com os nossos leitores, que todos os meses são mais. E, desde há pouco mais de um ano, com os leitores que são também nossos assinantes. Cada novo passo que damos depende deles, pelo que não temos outra forma de o dizer – se é leitor do Observador, se gosta do Observador, se sente falta do Observador, se acha que o Observador é necessário para que mais ar fresco circule no espaço público da nossa democracia, então dê o pequeno passo de fazer uma assinatura.

Não custa nada – ou custa muito pouco. É só escolher a modalidade de assinaturas Premium que mais lhe convier.

Partilhe
Comente
Sugira
Proponha uma correção, sugira uma pista: observador@observador.pt

Só mais um passo

1
Registo
2
Pagamento
Sucesso

Detalhes da assinatura

Esta assinatura permite o acesso ilimitado a todos os artigos do Observador na Web e nas Apps. Os assinantes podem aceder aos artigos Premium utilizando até 3 dispositivos por utilizador.

Só mais um passo

1
Registo
2
Pagamento
Sucesso

Detalhes da assinatura

Esta assinatura permite o acesso ilimitado a todos os artigos do Observador na Web e nas Apps. Os assinantes podem aceder aos artigos Premium utilizando até 3 dispositivos por utilizador.

Só mais um passo

Confirme a sua conta

Para completar o seu registo, confirme a sua conta clicando no link do email que acabámos de lhe enviar. (Pode fechar esta janela.)