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Segurança

Juíza poupou condutora embriagada por ser mulher

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Condutora de 30 anos embateu em três veículos, tendo sido retirada do seu carro em chamas. Perante a juíza, a mulher (reincidente) admitiu que ia bêbada, mas acabou por ser perdoada. Por ser mulher.

Autor
  • Observador

Stratford-upon-Avon, além de ter servido de berço para Shakespeare, foi também o palco de um estranho acidente. Não porque um veículo embateu em vários outros estacionados, antes de se imobilizar numa valeta onde se incendiou, mas porque, apesar de a polícia ter determinado que a condutora do automóvel em causa acusava uma percentagem de álcool no sangue quase três vezes superior ao permitido pela lei inglesa, Victoria Parry acabou por sair em liberdade.

A mulher de 30 anos, gerente de uma loja e já anteriormente condenada por conduzir embriagada em duas ocasiões, admitiu ter bebido uma garrafa de vinho antes de se sentar ao volante do seu Fiat Stilo. Foi de seguida apresentada ao tribunal, o que em condições normais resultaria em pena de prisão. Daí a surpresa quando a juíza Sarah Buckingham declarou que, “se a senhora Parry fosse um homem, sem dúvida que estaria a ser conduzida escadas abaixo”, rumo aos calabouços.

Embora reconhecendo que era “evidente que a senhora é alcoólica”, a juíza considerou atenuante o facto de o acidente ter ocorrido em Maio de 2018 e nunca mais se ter repetido”, o que a levou a não decretar “a habitual pena de prisão de 18 meses”. Em vez desta punição, a que aparentemente um homem não escaparia, Sarah Buckingham optou por deixar Parry ir para casa e continuar a conduzir, enquanto  vê “se consegue resolver os seus problemas”.

Em 2015, a condutora foi apanhada (pela segunda vez) com uma taxa de álcool no sangue superior ao permitido por lei e esteve três anos sem conduzir. Voltou a estar autorizada a guiar apenas em 2018, ano em que se envolveu em mais um acidente , o que agora foi julgado. Acabou por escapar ilesa, pois só não perdeu a vida porque alguém a conseguiu retirar do carro em chamas, e porque das palavras da juíza se depreende que a magistrada teve em conta o facto de a condutora ser uma mulher e não um homem.

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