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Madeira

Marcelo diz que maioria dos feridos alemães do acidente na Madeira regressam no sábado ao seu país

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O Presidente da República visitou os feridos do acidente que envolveu um autocarro, tendo adiantado que "a maioria" dos turistas alemães que ali se encontram regressa no sábado ao seu país.

GREGÓRIO CUNHA/LUSA

O Presidente da República deslocou-se esta sexta-feira ao Hospital Dr. Nélio Mendonça e visitou os feridos do acidente que envolveu um autocarro, tendo adiantado que “a maioria” dos turistas alemães que ali se encontram regressa no sábado ao seu país.

“Como disse, amanhã [sábado] muitos dos doentes que aqui estão, alemães a grande maioria, parte para suas casas, mas encontrei naqueles turistas alemães com quem falei há pouco a mesma vontade, o mesmo reconhecimento, a mesma gratidão e a mesma vontade de não esquecerem a Madeira e de regressarem”, afirmou Marcelo Rebelo de Sousa aos jornalistas, à saída daquela unidade hospitalar do Funchal.

O chefe de Estado disse ter estado com os dois portugueses que também se encontram internados ali, o motorista – “o senhor Zé” – e a guia – “a Carlota”, tendo assinalado que ela “é uma mulher de armas”, e que ele “é muito resistente”.

Marcelo quis também manifestar a “gratidão de todos os portugueses” pelo trabalho desenvolvido por quem prestou socorro às vítimas.

Pelo menos 29 pessoas morreram no acidente com um autocarro que transportava turistas alemães, no Caniço, concelho de Santa Cruz, na quarta-feira à tarde.

As vítimas mortais, 11 homens e 18 mulheres, são todas de nacionalidade alemã.

Questionado sobre as autópsias das vítimas mortais, o chefe de Estado informou que o “embaixador da Alemanha, que está a acompanhar isto aqui, cá fica ainda até amanhã [sábado], pelo menos”, e “é o primeiro a testemunhar a preocupação, a competência e a eficiência com que esta matéria está a ser tratada”.

Marcelo elogia forma “muito rápida e eficiente” como investigação decorre na Madeira

O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, disse também, na Madeira, que a investigação relativa às circunstâncias do acidente que envolveu um autocarro, e provou 29 mortos, está a decorrer “de forma muito rápida e eficiente”.

Numa declaração aos jornalistas à porta do Hospital dr. Nélio Mendonça, no Funchal, onde estão internados os feridos resultantes desse acidente – entre os quais dois portugueses – o chefe de Estado foi questionado sobre a investigação em torno do que terá motivado o acidente.

“Eu acompanho o que se passa, está a decorrer nos termos normais, sob responsabilidade da instituição que tem a seu cargo esse tipo de investigação, com a colaboração das autoridades competentes”, afirmou.

Marcelo Rebelo de Sousa disse também que “isso está a correr de forma muito rápida e muito eficiente, e a seu tempo saberá as conclusões”.

“Este é ainda o momento de testemunhar solidariedade, agradecer a capacidade de resposta dos muitos e das muitas que souberam estar à altura das circunstâncias e a excederem-se, e por outro lado manifestar uma determinação em relação ao futuro”, sustentou, referindo que “este é o significado do dia de hoje”.

Antes, em visita ao local onde o autocarro se despistou, o Presidente já tinha sido questionado sobre a investigação, mas não quis pronunciar-se.

“Há entidades que tratam disso. Não é essa a função do Presidente da República”, sustentou, adiantando que está no local “para acompanhar tudo o que se passa, mas sobretudo para prestar homenagem e testemunhar solidariedade, gratidão e determinação”.

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