Qatar

Reunião adiada no Qatar. Talibãs e representantes afegãos não se encontram este fim de semana

Talibãs e representantes do Governo afegão viram o seu encontro ser adiado. A reunião estava agendada para este fim de semana, em Doha, no Qatar. Estados Unidos e ONU desapontados com o adiamento.

WATAN YAR/EPA

O encontro entre talibãs e representantes do Governo afegão, agendado para este fim de semana na capital do Qatar, Doha, foi esta sexta feira, adiado. Washington já apelou a ambas as partes que reconsiderem a decisão.

“Este lamentável adiamento é necessário para chegar a um consenso sobre quem deve participar na conferência”, explicou o professor e diretor do ‘Centre for Conflict and Humanitarian Studies’ do Instituto de Doha, Sultan Barakat.

A administração do Presidente do Afeganistão, Ashraf Ghani, anunciou na terça-feira uma lista de 250 delegados, incluindo funcionários do Governo, que pretendia enviar para participar na reunião, agendada para este sábado e domingo em Doha.

Um número elevado que não caiu bem aos talibãs, que “não pretendem” encontrar-se com tantas pessoas, segundo uma declaração do porta-voz do grupo extremista, Zabihullah Mujahid.

O enviado especial norte-americano para o Afeganistão, Zalmay Khalilzad, que já promoveu diversos encontros com os talibãs, disse estar “desapontado com o adiamento” da iniciativa.”Estamos em contacto com todas as partes e confiantes que todos permanecem empenhados no diálogo e no processo para a paz”, escreveu na rede social Twitter.

“Exorto todas as partes a aproveitarem o momento e a retomarem o caminho certo, concordando com uma lista de participantes que fale em nome de todos os afegãos”, declarou, sublinhando que o diálogo é a chave para uma “paz duradoura”.

Na passada sexta-feira, os talibãs anunciaram o início da ofensiva anual de primavera no Afeganistão, apesar de estarem a decorrer negociações com os Estados Unidos sobre o processo de paz no país.

O Conselho de Segurança da ONU condenou imediatamente o anúncio. “Os membros do Conselho de Segurança pedem a todas as partes envolvidas no conflito que aproveitem a possibilidade do início de um diálogo inclusivo inter-afegão e de negociações que levem a um acordo político”, refere a declaração conjunta.

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