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Museu do Fado lança oficina da guitarra portuguesa na terça-feira

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Museu do Fado, em Lisboa, inaugura na terça-feira a Oficina da Guitarra Portuguesa, onde vai efetuar-se, de maio a setembro próximos, um curso de construção de instrumentos, e vários 'workshops'.

Manuel Almeida/LUSA

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  • Agência Lusa
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O Museu do Fado, em Lisboa, inaugura na terça-feira a Oficina da Guitarra Portuguesa. O curso de construção de guitarras inicia-se só no ano letivo de 2019/2020, mas de maio a setembro próximos haverá já uma programação regular de ateliers e workshops em torno das diferentes etapas de construção de uma guitarra portuguesa

O projeto, explicou a diretora do museu, Sara Pereira, “é dar ferramentas e conhecimentos de áreas tão distintas como os vernizes, o tipo de cola a usar, os leques [parte final do braço da guitarra, onde se prendem as cordas], a história da guitarra, as madeiras, o seu comportamento na construção do instrumento, a organologia, de modo a [os participantes] desenvolverem esta arte de uma forma consolidada”.

Esta oficina inscreve-se nos quesitos da classificação do Fado como Património Cultural Imaterial da Humanidade (2011), e “é um passo importante e fundamental salvaguardar esta herança, e aprofundar domínios de estudos que não têm estado devidamente desenvolvidos”.

“Vão aprender a construir guitarras portuguesas, algumas violas, e ter aprendizagem para os iniciados e também um nível de aperfeiçoamento”, disse à agência Lusa Sara Pereira, referindo que a oficina “marca o regresso desta arte tradicional ao centro histórico de Lisboa”, no bairro de Alfama. A oficina terá espaços de construção, projeção de filmes, postos de consulta sobre ‘guitarreiros’ (construtores de guitarras) e guitarristas, e uma loja para a venda de instrumentos e acessórios para a guitarra portuguesa.

A área da formação especializada, em torno dos elementos integrantes da guitarra portuguesa, incluirá cursos de construção de leques, entalhamento de volutas (a finalização do braço em forma de caracol ou lágrima), a modelação das ilhargas (parte lateral que faz a ligação entre o tampo e as costas), o afagamento, polimento, aplicação de escala e trastos, conservação e restauro, entre outros temas.

O corpo docente inclui guitarreiros, violeiros, entalhadores, técnicos de conservação e restauro, músicos e investigadores. Os guitarreiros Gilberto Grácio e Óscar Cardoso, o guitarrista Pedro Caldeira Cabral e Rita Marcelino, a única mulher construtora de leques para guitarra portuguesa, são alguns dos formadores dos ateliês. Esta oficina é “uma homenagem às duas grandes escolas tradicionais na arte da construção da guitarra portuguesa, a de Gilberto Grácio e a de Óscar Cardoso, iniciada por Álvaro da Silveira”, disse a responsável.

A oficina, adiantou à Lusa Sara Pereira, pretende vir a fazer parte do sistema de ensino artístico.

A inauguração da oficina, na terça-feira, às 17:00, contará as atuações de duas orquestras de guitarras: a primeira, dirigida por Pedro de Castro, na Rua de S. Pedro, “que contará com dezenas de instrumentistas, cada um com o seu instrumento de diferentes escolas”, e, às 19:00, no Largo do Chafariz de Dentro, também em Alfama, de uma de sete guitarristas dirigida por Paulo Soares.

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