Daimler

Mercedes aposta na próxima geração de baterias

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Os veículos eléctricos são o futuro, mas o seu futuro passa por baterias com maior densidade energética, menos dadas a incêndios e mais baratas. Para o conseguir, a Mercedes investe na Sila.

Nem só os tradicionais fabricantes de baterias investem milhões em novas tecnologias para aumentar o potencial tecnológico dos seus acumuladores, tentando incrementar a densidade energética, o número de ciclos, a resistência ao aquecimento e, de caminho, reduzir os custos. Também os fabricantes que apostaram nesta solução dos eléctricos alimentados a bateria investem verbas astronómicas em tudo o que lhes possa garantir não só melhorar as suas baterias, como conquistar vantagem sobre a concorrência.

Este constante esforço financeiro passa por ‘atirar dinheiro’ para cima dos gabinetes de investigação das universidades mais conceituadas, mas também pelo financiamento (ou aquisição) das startups mais prometedoras. Este foi o caso da Daimler, a casa-mãe da Mercedes, que anunciou um forte investimento na Sila Nanotechnologies, em busca de uma posição preferencial como cliente das baterias que a empresa californiana está a desenvolver.

A Sila foi fundada por Gene Berdichevsky, que assume o cargo de CEO e que foi em tempos o 7º empregado da Tesla, no arranque do construtor americano de veículos eléctricos, onde desempenhava o papel de engenheiro principal. A trabalhar em novas formas de aumentar a densidade energética dos acumuladores de iões de lítio, a startup está na moda, como prova o facto de ter anunciado a recolha de 70 milhões em investimentos em Agosto de 2018, o que elevou para 350 milhões a avaliação da empresa.

As descobertas da Sila estão em fase de validação por parte de uma série de fabricantes de baterias. Apesar do segredo ser a alma do negócio, sabe-se que a companhia trabalha há muito numa solução que passa por um nanocompósito que permite que o silicone seja utilizado como ânodo nas baterias de iões de lítio, em vez de grafite, que é o mais popular para este serviço. A Sila afirma que a sua solução permite armazenar mais energia na mesma unidade de espaço – e daí a maior densidade energética –, o que mereceu desde logo a atenção de todas empresas cujos produtos carecem de acumuladores, dos telemóveis aos veículos híbridos e eléctricos.

Depois de Berdichevsky ter afirmado que a Sila tinha finalizado a fase de desenvolvimento e estava pronta a passar à produção, é mais que natural o interesse da Daimler, grupo alemão em que a Mercedes será a marca com maior interesse neste rumo da investigação. Curiosamente, a Sila assinou recentemente um contrato similar com a BMW, o que leva a crer que não faltam os crentes na tecnologia da empresa californiana.

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