O número de mortos no desabamento de dois edifícios, no dia 12, no Rio de Janeiro, Brasil, subiu para 22, depois de terem sido encontrados no sábado os corpos de duas crianças entre os escombros, anunciaram os bombeiros.

Embora a identidade das crianças ainda não tenha sido divulgada, a agência EFE recorda que na lista de desaparecidos constavam dois irmãos, de seis e quatro anos, cujos pais também morreram no desabamento.

De acordo com o porta-voz dos bombeiros do Rio de Janeiro, citado pela agência France-Presse (AFP), uma pessoa continua desaparecida. O desabamento, no bairro de Muzema, zona oeste da capital carioca, provocou também cerca de uma dezena de feridos, três dos quais continuavam internados no sábado.

A zona em que os dois prédios desabaram faz parte de um complexo de comunidades pobres do Rio de Janeiro, que estão sob o controlo de milícias — grupos criminosos, liderados por agentes da polícia e militares no ativo ou reformados.

Os milicianos seriam responsáveis pela construção e venda destes imóveis construídos ilegalmente e que terão cerca de 30 mil habitantes.

Não há explicação oficial para as causas dos desabamentos, mas o bairro de Muzema está localizado numa das zonas mais atingidas pelas fortes chuvadas que caíram no Rio de Janeiro na segunda semana de abril e que provocaram dez mortos.

Há suspeitas de que as chuvas possam ter causado o desabamento, porque houve grande concentração de águas e deslocamento de terras na área onde estão situados os prédios.