Num vídeo publicado no Weibo, o Facebook chinês, gravado pelas câmaras do sistema interno de videovigilância, é possível ver um Tesla Model S dos mais antigos, estacionado ao lado de um Audi A7 Sportback, começar a arder e depois explodir, sem razão aparente. Explicações podem existir muitas, mas se as autoridades chinesas já estavam a analisar o incidente, têm agora a colaboração dos técnicos que a Tesla fez deslocar ao local.

Segundo a CNN, as imagens foram registadas numa garagem às 20h15 de 21 de Abril, ou seja, no domingo de Páscoa. O vídeo foi publicado horas depois de o Tesla ter sido consumido pelas chamas, tendo o mesmo acontecido aos veículos que estavam ao seu lado, mas o filme foi rapidamente partilhado e chegou a outros continentes. Como a Tesla tem acesso a tudo o que acontece a cada instante em cada um dos seus veículos, o fabricante americano já fez deslocar a Xangai uma das suas equipas para assistir a polícia.

https://twitter.com/ShanghaiJayin/status/1120000493625806848

Não só Miao Hongyang, o dono do Model S que foi devorado pelas chamas, exige respostas, como a situação preocupa – a avaliar pelos comentários no Weibo – até os não proprietários de veículos da marca norte-americana, que afirmam “não voltar a estacionar junto a um Tesla”.

À semelhança do que já faz em acidentes de todos os tipos, em que a origem não é evidente, tanto nos EUA como na Europa, a Tesla apressou-se a procurar explicações para o acontecido na China, país que é de momento a maior aposta para a marca, pois além de ser o maior mercado do mundo para veículos eléctricos, a Gigafactory 3, ainda em construção, representa um investimento considerável para o construtor.

Enquanto não chegam as conclusões oficiais, o vídeo surpreende pela rapidez com que se passa de uma situação de uma pequena libertação de fumo para um incêndio violento, seguido de explosão.

Sabe-se que as baterias de iões de lítio são dadas a incendiar-se e explodir, bastando que algo corra mal, sendo obviamente sobre este aspecto que a investigação se vai debruçar. Uma pancada por baixo, fruto de um embate forte num passeio, por exemplo, pode danificar a zona inferior do pack de baterias. E se uma das células se romper, o risco existe e é grande. Um pouco à semelhança do que poderia acontecer se a mesma pancada rompesse o depósito de gasolina. Só que, no caso das baterias, é mais difícil de ver de imediato. A acompanhar com atenção.