Ford

Mustang prova que muitos piões fazem mal à “saúde”

Quem gosta de desportivos e nunca se divertiu a fazer uns piões, que atire a primeira pedra. Mas é preciso não abusar, ao contrário do dono deste Ford Mustang, salvo (só em parte) pelos bombeiros.

Fazer piões com um carro potente e com apenas tracção traseira pode ser divertido para quem gosta, se realizado num local seguro, sem trânsito e sem obstáculos. Na maioria das vezes, tudo acaba com um certo cheiro a borracha e dois pneus traseiros com um desgaste mais acentuado. Mas depois há condutores que querem levar a diversão longe demais, um erro que surge associado a uma factura considerável.

O desportivo no vídeo é a mais recente versão do Ford Mustang, equipado com um motor 5.0 V8 atmosférico, que fornece 450 cv e muita força, mesmo a regimes mais baixos, ideal pois para uma brincadeira deste tipo. Mas o seu condutor estava decidido a impressionar a multidão – em que alguns faziam de toureiros, tentando tocar na traseira do Ford enquanto rodopiava –, pelo que os piões nunca mais paravam.

Quando decidiu parar, repentinamente, o condutor pode ter cometido o segundo erro da noite (sendo o primeiro o excesso de piões). O brilho que se vê sob o carro é muito provavelmente o catalisador ao rubro, que se habitualmente trabalha a 400º C, aqui deverá estar a uma temperatura ainda mais elevada, depois de tanto tempo às piruetas com o motor no regime máximo (no corte de ignição), o que permite que apareça muita gasolina por queimar no escape, incrementando ainda mais a temperatura. Eventualmente um passeio a ritmo reduzido, para que tudo aquilo arrefecesse, seria uma forma de (talvez) salvar o Mustang.

Entre o fumo a sair sob o Ford e a chegada dos bombeiros decorreram cerca de 12 minutos, o que não parece excessivo, mas entretanto as elevadas temperaturas já tinham incendiado o material isolante (acústico e térmico), tubos e plásticos, abundantes na zona inferior do veículo, bem como no compartimento do motor, pelo que o Mustang iniciou um processo de desvalorização acelerada, à medida que as labaredas o destruíam. Valeu a chegada dos bombeiros, ainda a tempo de salvar qualquer coisa. O que só aconteceu porque, felizmente, não houve fuga de combustível e o incêndio não chegou ao depósito, pois de contrário o Ford estaria ainda em pior estado e algumas daquelas pessoas também. Conclusão? Piões sim, se for a sua paixão, mas como tudo na vida, com juízo.

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