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Universidade de Aveiro

Sono a conduzir? Universidade de Aveiro cria capa para volante que alerta para cansaço

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Lê os sinais do condutor através da pele das mãos e emite alertas para o telemóvel se identificar cansaço. O inovador sistema pretende contribuir para a redução dos acidentes causados por fadiga.

O material têxtil da capa mede a resposta galvânica da pele das mãos do condutor e os sinais são avaliados por um algoritmo

A Universidade de Aveiro anunciou esta terça-feira que uma equipa de investigadores desenvolveu uma capa para volantes que monitoriza os sinais vitais do condutor e avisa quando é altura de descansar.

“A capa do volante permite medir, nas mãos dos condutores, durante qualquer viagem e, em especial, as viagens mais longas, a resposta galvânica da pele”, explica a universidade numa nota de imprensa . Ou seja, sensores acoplados na capa analisam o estado psicológico e fisiológico do condutor, permitindo identificar alterações na condução e relacioná-las com padrões de comportamento humano.

Helena Alves coordenou o projeto, desenvolvido por uma das unidades de investigação da Universidade

Captados pela capa desenvolvida no Instituto de Materiais da Universidade de Aveiro (CICECO), os sinais são analisados em tempo real por um algoritmo desenvolvido no Instituto Superior Técnico e no Instituto de Telecomunicações. Ao analisar os dados, o algoritmo reconhece ou não sinais associados à fadiga. Se identificar cansaço, o sistema emite um alerta para o telemóvel ou para o smartwatch do condutor.

Atualmente, os dados são transmitidos via bluetooth e emitidos através de notificações, num telemóvel ou smartwatch. No entanto, e como explica a coordenadora do projeto, Helena Alves, num futuro próximo será possível ter “o sistema diretamente ligado ao veículo”, onde será “o próprio computador de bordo a apresentar as notificações ou a alterar o comportamento do mesmo”.

Vinte por cento dos acidentes rodoviários têm origem no cansaço do condutor, revela a nota da Universidade, e a investigadora sublinha que “o stress é efetivamente um perigo potencial na estrada”.  “No entanto” – continua – “os principais riscos que se pretendem prevenir com este trabalho são as distrações e, em especial, a fadiga ao volante”.

Como tal, sistemas que identifiquem e avaliem o estado do condutor “poderão ter um grande valor acrescentado ao nível da segurança rodoviária”, esclarece Helena Alves. A investigadora refere ainda que, a este dispositivo, podem ser acrescentadas outras medidas de segurança, “tais como feedback sob a forma de áudio ou vibrações para recuperar a atenção do condutor ou até mesmo provocar a imobilização do veículo”.

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