Ninguém pode acusar a Toyota de não investir em força nos carros eléctricos, só que os japoneses sempre preferiram apostar nas fuel cells, ou células de combustível a hidrogénio, que juntando hidrogénio e o oxigénio do ar, produzem a bordo a energia de que necessitam. O fabricante vai apresentar ainda em 2019 a segunda geração das suas fuel cells, ele que é quem está mais avançado neste domínio, e já fez saber que espera melhorias consideráveis em termos de eficiência e custos.

Depois de mais de uma década a investir nesta solução tecnológica, a Toyota virou as costas aos eléctricos alimentados por bateria, a solução mais em voga, o que a deixou algo atrasada face a concorrência. Handicap que a marca tenta agora recuperar com uma ligação com a Panasonic, até aqui “casada” com a Tesla.

No Salão Automóvel de Nova Iorque, o vice-presidente da Toyota nos EUA, Bob Carter, surpreendeu em declarações à Bloomberg, ao afirmar que “na electrificação, nós vemos uma oportunidade nos EUA, mas só lá mais para a frente”. E justificou o seu pessimismo nos veículos eléctricos ao dizer que “o preço médio de um veículo é de 34.000 dólares (nos EUA) e para muitos veículos eléctricos 34.000$ é apenas o preço das baterias”.

Carter declarou ainda que a entrada dos seus eléctricos não está prevista para um futuro próximo, “ao contrário do que vai acontecer com a Europa e China, dado os incentivos dessas regiões à mobilidade eléctrica”. E esta afirmação não deixa de ser estranha, pois enquanto os EUA continuam a incentivar a compra de eléctricos com 7.500$ (excepção feita para os Tesla, que foi reduzida para 3.750$ depois da marca ultrapassar as 200.000 unidades vendidas), a China (onde a Toyota revelou o C-HR eléctrico a bateria) já só paga o equivalente a 3.750$ e na Europa raramente esse valor é ultrapassado (em Portugal é de apenas 2.250€ e só nas 1.000 unidades vendidas no ano).

Entretanto, para percebermos melhor o que podemos esperar da Toyota, em matéria de veículos eléctricos a bateria, fixe-se neste Rhombus, concebido muito provavelmente já a pensar no ridesharing: