Moçambique

Idai. Cerca de 70 mil pessoas vão regressar para as zonas de origem em Moçambique

A agência das Nações Unidas já iniciou o processo de transporte das famílias. Nos próximos dez dias, 70 mil pessoas deverão deixar os abrigos temporários em que se encontram.

As famílias vão receber um terreno, material para limpar a terra e construir novas casas e também sementes para iniciar os trabalhos agrícolas

EMIDIO JOZINE/EPA

Autor
  • Agência Lusa

O Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados anunciou esta terça-feira que cerca de 70 mil pessoas vão regressar às zonas de origem em Moçambique, depois de permanecerem em abrigos de emergência devido ao ciclone Idai.

A agência das Nações Unidas para os refugiados (ACNUR), juntamente com o Governo de Moçambique e outros parceiros, iniciou o transporte de famílias deslocadas pelo ciclone Idai para os seus locais de origem.

Segundo o porta-voz da agência, Babar Maloch, é esperado que nos próximos 10 dias cerca 70 mil pessoas saiam destes centros temporários, onde estiveram alojadas durante o último mês. Estes centros situam-se em escolas, bibliotecas e outros edifícios.

Babar Baloch adiantou que no sábado 200 famílias foram já retiradas dos abrigos de emergência na cidade da Beira. Estas famílias são originárias do distrito do Buzi, o epicentro da devastação em Moçambique, onde o ciclone provocou destruição completa, adianta.

A primeira fase consistiu em transportar estas famílias da Beira para um centro em Guara Guara, a cerca de 55 quilómetros da região de onde estas famílias são originárias, no Buzi.

À chegada, as famílias receberam tendas de emergência fornecidas pelo ACNUR e pelo Governo de Moçambique, estando o local equipado com água potável e latrinas, sendo também fornecidos alimentos. Numa segunda fase, as famílias receberão um terreno, um kit de materiais para limpar a terra e construir novas casas e ainda sementes para iniciar os trabalhos agrícolas.

O representante do ACNUR explicou ainda que a agência está a trabalhar com outros parceiros para assegurar que o regresso destas pessoas é feita de forma voluntária, notando que cerca de 1,8 milhão de pessoas necessitam de assistência humanitária em Moçambique.

O ciclone Idai atingiu Moçambique, Malawi e Zimbábue, com Moçambique a ser o país mais atingido, onde o ciclone matou cerca de 600 pessoas e feriu mais de 1.600. Quase 240 mil casas foram danificadas e mais de 111 mil ficaram destruídas, refere o Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados.

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