Vários líderes africanos defenderam na terça-feira a “cessação imediata e incondicional” dos combates na Líbia, após um encontro que decorreu no Cairo e foi liderado pelo chefe de Estado egípcio Abdel Fattah al-Sissi, presidente da União Africana (UA).

O Egito recebeu duas reuniões no Cairo sobre as atuais crises no Sudão e na Líbia.

Sobre a Líbia, o objetivo da reunião era encontrar “formas para conter a crise e relançar o processo político”, depois de violentos combates desde 04 de abril entre as forças leais ao Governo de Acordo Nacional, reconhecido pela comunidade internacional, e as tropas do marechal Khalifa Haftar, perto de Tripoli.

Abdel Fattah al-Sissi apelou a todas as partes para a “cessação imediata” dos combates e para que seja permitida a “chegada de ajuda humanitária a todas as regiões”, num comunicado conjunto no final da reunião.

“A reunião reflete a nossa responsabilidade comum para apoiar a estabilidade e a unidade da Líbia, bem como a sua integridade territorial”, disse o presidente egípcio.

O chefe de Estado do Egito defendeu que a Líbia deve ser protegida dos “perigos do terrorismo e da intervenção estrangeira permanente nos últimos anos”.

Pelo menos 264 pessoas morreram e 1.266 ficaram feridas desde o início da ofensiva do Exército Nacional Líbio do marechal Khalifa Haftar para conquistar Tripoli, capital líbia, anunciou a Organização Mundial de Saúde (OMS).

A Líbia tem sido vítima do caos e da guerra civil desde que, em 2011, a comunidade internacional contribuiu militarmente para a vitória dos diferentes grupos rebeldes sobre a ditadura de Muammar Khadafi (entre 1969 e 2011).

Os combates opõem as forças do Governo de Acordo Nacional, reconhecido pela comunidade internacional, ao Exército Nacional Líbio proclamado pelo marechal Haftar, homem forte do leste líbio que quer ocupar a capital do país.

Haftar ordenou, em 04 de abril, a conquista de Tripoli, onde se encontrava na altura o secretário-geral da ONU, António Guterres, no âmbito de uma visita ao país.