Guiné-Bissau

Partidos da oposição abandonam parlamento guineense

Os partidos estão contra a forma como os trabalhos estão a ser dirigidos no parlamento e prometem avançar com queixas judiciais. Solicitam a anulação do processo de escolha dos novos dirigentes.

O PRS e o Madem anunciaram que vão intentar processos nos tribunais

PAULO CUNHA/EPA

Autor
  • Agência Lusa

Dois dos seis partidos com assento no novo parlamento guineense abandonaram esta quarta-feira os trabalhos por discordarem dos procedimentos para a escolha dos titulares do órgão legislativo e prometeram avançar com queixas judiciais.

Braima Camará, coordenador do Movimento para Alternância Democrática (Madem) e Sola Nquilin, dirigente do Partido da Renovação Social (PRS), anunciaram que os deputados das suas bancadas não iriam continuar no parlamento por desacordo com a forma como os trabalhos estão a ser dirigidos.

O Madem, segundo partido mais votado nas últimas eleições legislativas, tem 27 deputados e o PRS, terceiro, obteve 21 parlamentares, abandonaram o hemiciclo 48 deputados, restando na sala 54, que prosseguem com os trabalhos.

O PRS e o Madem anunciaram que vão intentar processos nos tribunais, pedindo a anulação de todo processo de escolha dos novos dirigentes da mesa parlamentar.

Antes de abandonarem a sala do hemiciclo, os dois partidos viram a plenária chumbar uma impugnação ao processo de votação para escolha dos novos dirigentes da mesa, depois de as lideranças das duas formações políticas terem ordenado a saída dos 48 deputados.

“Não vamos continuar a caucionar estas ilegalidades, vamos avançar para as instâncias judiciais”, afirmou Braima Camará, já fora da sala onde decorrem os trabalhos parlamentares.

Nuno Nabian, líder da Assembleia do Povo Unido – Partido Democrático da Guiné-Bissau (APU/PDGB), considerou normal o abandono de sala por parte “daqueles que não concordaram”, mas realçou que existem condições para que a maioria de deputados prossiga com os trabalhos.

De acordo com Nabian, o parlamento deve formar os seus órgãos internos e depois comunicar ao Presidente guineense, José Mário Vaz, para que este crie as condições para que seja formado o novo Governo.

O deputado Califa Seidi, do Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC), que venceu as eleições legislativas com 47 dos 102 deputados ao parlamento, instou o líder do hemiciclo para que prossiga com os trabalhos e possibilite a escolha do primeiro e segundo secretários da mesa parlamentar.

Porque cabe ao Madem a indicação do nome para o lugar de 2.º vice-presidente do parlamento, esse cargo não será preenchido, disse o líder do hemiciclo, Cipriano Cassamá.

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