A bolsa nova-iorquina encerrou esta quarta-feira em baixa ligeira, depois de na véspera dois índices terem fixado recordes no fecho da sessão e perante resultados empresariais que não deslumbraram os investidores.

Os resultados definitivos da sessão indicam que o índice seletivo Dow Jones Industrial Average recuou 0,22%, para os 26.597,05 pontos.

Da mesma forma, o tecnológico Nasdaq perdeu 0,23%, para as 8.102,01 unidades, e o alargado S&P500 desvalorizou 0,22%, para as 2.927,25.

Na terça-feira estes dois índices tinham terminado em níveis inéditos, graças à divulgação de resultados melhores do que previstos por grupos como United Technologies ou Twitter.

Mas hoje as sociedades que divulgaram os seus resultados trimestrais apresentaram, no seu conjunto, “lucros e previsões corretas, mas não fantásticas”, sublinhou Karl Haeling, da LBBW.

O conglomerado das máquinas agrícolas e de construção Caterpillar, por exemplo, perdeu 3,03%, apesar de ter revisto em alta as suas previsões para o conjunto do ano, depois de divulgar resultados trimestrais acima do esperado.

Ao contrário, a Boeing valorizou 0,39%, apesar do anúncio de um recuo do lucro e da faturação no primeiro trimestre. Mas o construtor aeronáutico quantificou em mil milhões de dólares (897 milhões de euros) o primeiro custo da imobilização, desde meados de março, do 737 MAX, o seu aparelho que foi posto em causa devido a dois acidentes, o que é muito menos do que os analistas estimavam.

Os índices também perderam terreno “quando a comunicação social informou que o Departamento de Justiça tinha recomendado ao banco Goldman Sachs que se confessasse culpado no escândalo do 1MBD”, o fundo soberano malaio, indicou Haeling.

Os títulos do banco caíram fortemente, levando consigo o conjunto do setor financeiro.

Mas, de forma mais geral, mesmo que os índices tenham subido desde o início do ano, “os investidores que mantiveram parte importante dos seus investimentos fora do mercado bolsista perguntam-se agora o que fazer com o seu dinheiro, mas ainda parecem reticentes a regressar ao mercado de ações”, estimou Haeling.