Brasil

Bolsonaro diz que sem poupança no sistema de pensões Brasil entrará em colapso em 2022

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Com o projeto de mudanças no sistema de pagamento de pensões por reforma, o Governo brasileiro conta poupar 280 mil milhões de euros em 10 anos. Reforma é vista como essencial.

Sebastiao Moreira/EPA

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  • Agência Lusa
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O Presidente brasileiro, Jair Bolsonaro, disse, esta quinta-feira, que se as grandes mudanças no sistema de pagamento de pensões por reforma não forem aprovadas pelo parlamento, o país entrará em colapso em 2022.

“Se a economia gerada com pagamento de pensões ficar abaixo de 800 mil milhões de reais [181,5 mil milhões de euros] em dez anos, a situação fiscal do Brasil vai explodir em 2022”, afirmou o Presidente brasileiro, que citou a Argentina como exemplo deste cenário, segundo o portal de notícias G1.

Nos últimos anos, a Argentina tem atravessado uma crise económica severa que causou a desvalorização da moeda local, inflação alta, baixo crescimento e aumento da pobreza.

O Brasil também enfrentou uma crise económica grave nos anos de 2015 e 2016 quando o Produto Interno Bruto (PIB) do país caiu mais de 7%, mas conseguiu recuperar de maneira lenta nos últimos dois anos, registando duas altas consecutivas do PIB de 1,1%.

Aprovar mudanças no sistema de pagamento de pensões é um passo classificado por analistas do mercado e pelo próprio Governo brasileiro como fundamental para o reaquecimento da economia do país, dada a escalada do défice fiscal.

Esta quinta-feira, o presidente da Câmara dos Deputados (câmara baixa parlamentar), Rodrigo Maia, anunciou que o deputado Samuel Moreira será relator do projeto sobre mudanças no sistema de pagamento de pensões numa comissão especial.

A proposta original enviada pelo Governo ao Parlamento foi aprovada na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Cámara dos Deputados na última terça-feira, com 48 votos a favor e 18 contra.

Desenhado pelo Ministério da Economia, as novas regras preveem uma série de alterações, sendo a principal o estabelecimento de uma idade mínima de 65 anos para homens e 62 anos para mulheres.

Há também pontos polémicos que devem ser alterados pelos parlamentares brasileiros, que estão em desacordo com pontos relacionados com o corte da assistência dada a idosos pobres, pensões para quem vive em áreas rurais e a introdução de um sistema de capitalização para os jovens que entram no mercado laboral.

Mudanças devem gerar poupança de 280 mil milhões de euros

Com o projeto de mudanças no sistema de pagamento de pensões por reforma, o Governo conta poupar 1,236 biliões de reais (280 mil milhões de euros) em 10 anos, informou também esta quinta-feira o Ministério da Economia. O novo número foi divulgado numa projeção do impacto da proposta do executivo brasileiro.

Se aprovada conforme o projeto enviado ao Parlamento pela equipa liderada pelo Presidente brasileiro, Jair Bolsonaro, a poupança gerada com as mudanças no sistema de pagamento de pensões por reforma para a população rural será de 92,4 mil milhões de reais (20,8 mil milhões de euros).

Já a economia gerada com as novas regras aplicadas aos trabalhadores que moram nas cidades causará um impacto positivo de 743,9 mil milhões de reais (168,8 mil milhões de euros) em 10 anos.

As mudanças no Benefício de Prestação Continuada (BCP), um auxílio dados a pessoas pobres do país, poderão trazer uma poupança de 34,8 mil milhões de reais (7,9 mil milhões de euros), e no abono salarial, de 169,4 mil milhões de reais (38,4 mil milhões de euros).

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