De acordo com a Adams Intelligence, o consumo de lítio tem vindo a aumentar de forma sistemática. O dado mais recente, reportando a Fevereiro de 2019, aponta para um crescimento de 76% face ao mesmo mês do ano anterior.

Este incremento está longe de ser uma surpresa para quem segue de perto a indústria automóvel, dado que não só cada vez mais se vendem mais veículos alimentados a bateria – e não há baterias eficazes, pelo menos com a actual tecnologia, sem lítio –, como estes recorrem a acumuladores cada vez mais maiores.

Os dois modelos mais populares no mercado europeu são disso o melhor exemplo, pois se o Renault Zoe nasceu em 2012 com 22 kWh de capacidade, hoje já vai nos 41 kWh e tudo indica que a próxima geração, a surgir em Maio, poderá recorrer a 50 kWh de baterias. Mas o Zoe não está sozinho, pois também o Nissan Leaf, que deu os primeiros passos em 2010 com 24 kWh de acumuladores, na agora lançada segunda geração já oferece duas versões, com 40 ou 62 kWh de capacidade.

Entre os maiores consumidores de lítio, que se pode traduzir em produtores de baterias, a Panasonic (que está associada à Tesla) lidera, com 23% do total, à frente da LG Chem, Catl, BYD e Samsung SDI, esta última com apenas 7%. Mas só estes cinco fabricantes representam 75% do total de lítio consumido.