Armamento Nuclear

Kim e Putin juntos para resolver problema nuclear

O líder da Coreia do Norte, Kim Jong-un, pediu ao Presidente russo, Vladimir Putin, para trabalharem em conjunto de forma a resolverem o problema da desnuclearização da península coreana.

SERGEI ILNITSKY/EPA

O líder da Coreia do Norte, Kim Jong-un, pediu esta quinta-feira ao Presidente russo, Vladimir Putin, para trabalharem em conjunto de forma a resolverem o problema da desnuclearização da península coreana.

“A situação na península coreana é de grande interesse para toda a comunidade internacional, espero que a nossas conversas sejam um evento importante para avaliar essa situação juntos, trocar opiniões sobre a situação e como resolver esse problema juntos”, disse Kim, acompanhado de Putin, no dia em que teve início a primeira cimeira entre os dois líderes, na cidade portuária russa de Vladivostok.

A cimeira realiza-se após o fracasso daquela que juntou Kim e o Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em Hanói, em fevereiro.

Putin e Kim disseram que confiam que a cimeira irá contribuir para o processo de desnuclearização da península coreana e normalização das relações entre Pyongyang e Seul.

Agradecemos os seus esforços para desenvolver o diálogo inter-coreano e normalizar as relações entre a Coreia do Norte e os Estados Unidos”, disse Putin a Kim no início da cimeira.

O Presidente russo expressou esperança de que o encontro com o líder norte-coreano “vai servir para desenvolver as relações bilaterais” e “entender melhor como se pode resolver a situação na península coreana, o que se pode fazer juntos, o que pode fazer a Rússia para apoiar os processos positivos que estão a ter lugar agora”.

A reunião entre os dois dirigentes surge dois meses após a segunda cimeira entre Kim Jong-un e Donald Trump, em fevereiro, no Vietname, que ficou marcada pelas exigências da Coreia do Norte de um maior alívio de sanções impostas pelos Estados Unidos em troca do desarmamento nuclear.

Putin, por sua vez, pede a desnuclearização da península coreana, mas também considera que é necessário oferecer medidas recíprocas e garantias de segurança a Kim. “É possível (…) a Coreia do Norte precisa de garantias de segurança, isso é tudo”, disse Putin, em conferência de imprensa, após o encontro com o líder-norte coreano, Kim Jong-un, na cidade de Vladivostok, na Rússia.

O líder norte-coreano também expressou o seu desejo de que a cimeira seja “útil para fortalecer e desenvolver relações tradicionalmente amistosas” e que “elas tenham raízes profundas”.

Putin enfatizou que, “bilateralmente, há muito a fazer para desenvolver laços comerciais e económicos, desenvolver contactos humanitários”. E afirmou que “não há segredos” ou “conspirações” com os Estados Unidos sobre as conversas que manteve com o líder norte-coreano sobre a desnuclearização da península coreana, sublinhando que Moscovo e Washington partilham o interesse no desarmamento da Coreia do Norte.

Durante a receção que ofereceu ao líder norte-coreano, Vladimir Putin assegurou que “não há alternativa” a uma solução pacífica na questão nuclear na península coreana, e mostrou-se disposto a uma maior cooperação para reduzir as tensões entre a Coreia do Norte e a Coreia do Sul.

Partimos do facto de que não há e não pode haver uma alternativa à solução pacífica da questão nuclear e aos outros problemas da região”, disse Putin.

Os dois líderes realizam uma reunião bilateral primeiro e depois um encontro mais alargado, no qual se juntam as respetivas delegações que Putin e Kim cumprimentaram na chegada ao local onde se realiza a cimeira. A última vez que um líder da Coreia do Norte se reuniu com um homólogo russo foi há oito anos, quando Kim Jong-Il (pai do atual dirigente norte-coreano) se encontrou com Dmitri Medvedev, o atual primeiro-ministro russo.

O principal tema na agenda é uma solução pacífica para a questão nuclear na Península Coreana e os esforços de distensão entre as duas Coreias, bem como as relações bilaterais – assuntos políticos, económicos, culturais e humanitários – e a cooperação para garantir a segurança no nordeste asiático.

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