Há anos que o legislador acredita piamente nos dados de emissões poluentes determinados e anunciados pelos fabricantes, com tudo o que isso implica. Mais recentemente, após se tornar evidente que a norma não era 100% incontornável e não faltavam construtores capazes de mentirem para poupar uns cobres, a norma europeia não só se tornou mais exigente, como vai passar, já a partir de 2020, a exigir uma confirmação dos resultados avançados por quem produz o carro, através de uma medição em condições reais de utilização, ou seja, Real Driving Emissions (RDE).

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Com o RDE a arrancar em 2020, os construtores, especialmente os mais “criativos” no cálculo das emissões, temem não estar à altura. Mas esse não é o caso da Land Rover, que homologou o novo Range Rover Evoque já de acordo com as medições RDE2. Para já, apenas a versão D150, com caixa manual e tracção à frente.

Para cumprir a apertada regulamentação, esta versão do novo Evoque, provavelmente uma das mais importantes para o mercado português, tem de emitir menos de 80 miligramas de NOx por quilómetro. E apesar de ainda faltar quase um ano e oito meses para que a lei entre em vigor, o motor 2.0 turbodiesel da série Ingenium, com 150 cv, está perfeitamente dentro da norma.

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Para o conseguir, a Land Rover dotou o motor com todos os truques para reduzir a fricção e, com isso, o consumo e as emissões. Isto além do necessário filtro de partículas e o catalisador selectivo SCR e injecção de solução de ureia.