Portugal aprovou, no ano passado, 625 pedidos de asilo de migrantes, aos quais concedeu proteção subsidiária (em 405 casos) e o estatuto de refugiado (em outros 220), a maioria dos quais sírios, foi esta quinta-feira anunciado.

De acordo com o Eurostat, o gabinete de estatísticas da União Europeia (UE), metade destes pedidos de asilo com ‘luz verde’ (295) foram feitos por sírios, seguindo-se casos de cidadãos do Iraque (105) e da Etiópia (60). Estas foram as nacionalidades mais representativas.

Os 625 casos aprovados resultam de um total de 1.045 procedimentos de reconhecimento iniciados.

O Eurostat aponta que, em 2018, foram ainda reinstalados 35 refugiados em Portugal, isto é, que foram transferidos para o país vindos de outro Estado-membro.

Ao todo, os 28 Estados-membros da UE deram aval, no ano passado, a 333.355 pedidos de asilo, aos quais concederam o estatuto de refugiado (em 163.790 situações), deram proteção subsidiária (100.305) ou apoiaram por razões humanitárias (69.260).

Cerca de 29% (96.125) destes pareceres positivos referem-se a sírios, mas também a afegãos (53.465) e a iraquianos (24.605), tendo sido estas as principais nacionalidades.

Em 2018, registaram-se, ainda, 24.815 casos de refugiados reinstalados noutro país da UE, adianta o Eurostat.

O gabinete de estatísticas aponta que os países da UE que, no ano passado, aprovaram mais pedidos de asilo foram a Alemanha (139.600), Itália (47.900) e França (41.400).