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França

Presidente francês vai anuncia a sua resposta aos protestos dos Coletes Amarelos

Após a trégua política imposta pelo incêndio na catedral de Notre-Dame, o Presidente francês, Emmanuel Macron, anuncia aos franceses a sua resposta à crise dos "coletes amarelos".

O presidente francês, Emmanuel Macron

CHRISTOPHE PETIT TESSON / POOL/EPA

Autor
  • Agência Lusa

Após a trégua política imposta pelo incêndio na catedral de Notre-Dame, o presidente francês, Emmanuel Macron, anuncia esta quinta-feira aos franceses a sua resposta à crise dos “coletes amarelos”, que exigem há cinco meses mais justiça fiscal e social.

O chefe de Estado francês realizará uma conferência de imprensa às 18:00 (17:00 em Lisboa) no palácio presidencial do Eliseu, em Paris.

O anúncio das medidas, que se segue ao “grande debate nacional” de dois meses que visou ouvir as reivindicações dos “coletes amarelos”, é percebido como um “II ato” do seu mandato de cinco anos.

O objetivo é reviver o movimento de esperança em 2017 que levou Macron ao poder, um jovem Presidente que prometeu mudança e que se encontra hoje preso na pior crise social de seu mandato.

Desde 17 de novembro de 2018 que dezenas de milhares de “coletes amarelos” se manifestam aos sábados em toda a França, em protestos muitas vezes manchados pela violência.

A popularidade do Presidente nunca foi tão baixa, com apenas 27% dos franceses satisfeitos com o seu governo, de acordo com uma pesquisa de opinião Opinionway divulgada no passado dia 20.

As percentagens são um mau augúrio a menos de um mês das eleições europeias, em que o partido presidencial, de acordo com as pesquisas, é acompanhado de perto da extrema-direita.

Emmanuel Macron tinha planeado anunciar essas medidas no dia 15 de abril, mas quando o discurso já estava pronto para ser transmitido, o incêndio tomou conta da catedral de Notre-Dame, forçando o Presidente a cancelar tudo.

O anúncio que Macron deveria fazer, no entanto, vazou no dia seguinte na imprensa, aniquilando o efeito surpresa esperado.

Emmanuel Macron prevê uma queda nos impostos, especialmente nas classes médias, importante para os “coletes amarelos”, a reindexação das pequenas reformas ou na abolição da Escola Nacional de Administração (ENA), acusada de formar elites desconectadas do “mundo real”.

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