“Vingadores: Endgame”

O 22º filme do Universo Marvel é também o quarto da saga “Vingadores” (será também, em princípio, o fim da linha para as aventuras deste grupo de super-heróis) e é também o mais longo de todos: dura nada mais nada menos do que três horas. Realizado mais uma vez pelos irmãos Anthony e Joe Russo, “Vingadores: Endgame” passa-se logo após os acontecimentos de “Vingadores: A Guerra do Infinito” (2018). Os combates com o vilão Thanos deixaram o universo devastado, a Terra reduzida a metade da sua população e os Vingadores abalados e diminuídos. Os super-heróis que resistiram vão reerguer-se, enfrentar a ameaça que aí vem e tentar restaurar a ordem no universo de uma vez por todas. O orçamento do filme não foi revelado (fala-se entre 350 e 400 milhões de dólares), mas já bateu o recorde de pré-venda de bilhetes nos EUA, com um lucro antecipado de 120 milhões de dólares.

“O Mar de Árvores”

Gus Van Sant deu um enorme passo em falso com este filme em que Matthew McConaughey interpreta um professor universitário americano que perdeu a mulher (Naomi Watts) e por isso vai ao Japão para se matar, numa densa floresta no sopé do Monte Fuji muito frequentada por suicidas, onde encontra um japonês (Ken Watanabe) que falhou a sua tentativa de ir desta para melhor. “O Mar de Árvores” (que se estreia por cá quatro anos depois de ter sido feito e competido em Cannes, onde foi vaiado) é insuportavelmente melodramático e piroso na sua espiritualidade de tostão a dúzia, e parece ter sido escrito por um daqueles autores especializados em livros de auto-ajuda e de “mindfullness” (como agora se diz), mas com pretensões filosofantes. McConaughey e Watanabe andam quase duas horas a apanhar bonés perdidos na floresta e a trocar inanidades.

“Menina”

França, finais da década de 70. Luísa (Naomi Biton) é uma menina de 10 anos, filha de pais emigrantes, João (Nuno Lopes) e Leonor (Beatriz Batarda) e com um irmão mais velho, Pedro (Thomas Brazete). O pai faz pouca coisa, bebe muito e tem uma doença grave que esconde a todos, a mãe farta-se de trabalhar e de recriminar o marido. Enquanto isso, Luísa tenta todos os dias dar sentido ao que se passa na sua família e ao mundo em seu redor. Esta primeira longa-metragem de Cristina Pinheiro, que se adivinha ter uma componente autobiográfica, é contada do ponto de vista da criança e a realizadora apanha bem a vontade desta perceber o que decorre à sua volta, bem como os limites da sua perspetiva ainda muito infantil. O pior de “Menina” é uma ponta final que contraria o resto do filme: piegas, redundante e desastradamente resolvida.  Já a pequena Naomi Biton é formidável.

“Teen Spirit: Conquista o Sonho”

O filme de estreia do ator inglês Max Minghella, filho do falecido realizador de “O Paciente Inglês”, Anthony Minghella, tem como protagonista Violet (Elle Fanning), uma adolescente de origem polaca, e de poucas palavras e escassa sociabilidade, que vive na Ilha de Wight, frequenta o liceu e trabalha num “pub”. À parte a mãe, que está sempre preocupada com ela, a recordação do pai que as abandonou e um cavalo que adora, Violet tem muito pouco mais que a defina, senão uma paixão imensa pela música: canta no coro da igreja, no “pub”, fechada no quarto, ao ar livre. Por isso, e sem a mãe saber, inscreve-se nas provas do concurso televisivo Teen Spirit, que anda à procura da próxima cantora pop adolescente. “Teen Spirit: Conquista o Sonho” foi escolhido como filme da semana pelo Observador, e pode ler a crítica aqui.