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Rui Rio: militantes gostariam que PR “alinhasse mais com o PSD ou com o CDS”

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Líder do PSD diz que nunca estará à espera de um Presidente da República "para ajudar que partido seja", mas admite que militantes do PSD ou do CDS gostariam de mais apoio de Marcelo Rebelo de Sousa.

NUNO VEIGA/LUSA

Autor
  • Agência Lusa
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O presidente do PSD, Rui Rio, defendeu, esta quinta-feira, que a função do Presidente da República não é ser “muleta” do Governo, nem da oposição, e que o partido “tem de andar por si próprio”.

Durante uma visita à feira Ovibeja, Rui Rio reagia a uma questão dos jornalistas sobre se gostaria de uma intervenção mais crítica do Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, em relação ao Governo.

Não, o PSD é oposição, tem de andar por si próprio, não tem de ter o Presidente da República (PR) como ‘muleta'”, frisou.

Não, o PSD é oposição, tem de andar por si próprio, não tem de ter o Presidente da República (PR) como ‘muleta'”, frisou.

Segundo o líder do PSD, “não é a função do PR ser ‘muleta’, nem do Governo, nem da oposição”, porque “a função” do chefe de Estado é salvaguardar “o equilíbrio institucional e guardar a independência”.

“Nunca estarei à espera” de um Presidente da República, quem quer que seja, “para ajudar que partido seja”, vincou.

Questionado pela agência Lusa sobre se considera que o Presidente da República tem sido ‘muleta’ do executivo socialista liderado por António Costa, Rui Rio respondeu: “Não”.

Naturalmente que, se perguntar aos militantes do PSD ou do CDS, há momentos em que gostariam que o Presidente da República alinhasse mais com o PSD ou com o CDS”, admitiu.

Mas, argumentou, “não é por os militantes acharem, que automaticamente o Presidente [da República] deveria fazer diferente. Está a fazer como entende que deve fazer”.

Durante a visita à 36.ª edição da feira agropecuária Ovibeja, que decorre em Beja até domingo, o presidente do PSD visitou os ‘stands’ de vários expositores e o pavilhão da pecuária, acompanhado por uma comitiva do partido que incluiu, entre outros dirigentes, Paulo Rangel, o cabeça-de-lista social-democrata às eleições europeias de 26 de maio.

Nesta sua segunda deslocação à Ovibeja como líder do PSD, Rui Rio foi também questionado pelos jornalistas sobre se, daqui a um ano, espera voltar à feira, mas como primeiro-ministro.

“Sim, esse é o objetivo, como é evidente. A partir do momento em que há eleições” legislativas em outubro “e que o PSD concorre” é “para ganhar e, portanto, esse é, naturalmente, o objetivo. É poder estar aqui, daqui por um ano, mas em condição diferente”, argumentou.

O líder social-democrata também enfatizou que “há uma diferença muito grande entre o caminho” que está “a fazer e as sondagens”.

O caminho que estou a fazer é seguro e sei o que estou a fazer. As sondagens, isso há para todos os gostos e, para mim, não me influenciam minimamente”, assinalou.

No entanto, frisou, “a próxima aposta do PSD” são as eleições europeias, nas quais o partido tem objetivos traçados: “Um bom resultado é subir muito, um muito bom é ganhar.

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