John King, de 44 anos era um supremacista — considerava que ser branco significa ser melhor do que todas as outras raças ou etnias — o que o levou a cometer um homicídio e ser condenado à morte por isso.

King morreu na noite de quarta-feira, através de uma injeção letal, como consequência da tortura e assassinato de James Byrd, um homem negro de 49 anos, em 1998.

John morreu na prisão de Hunstville, no Texas, e quando o diretor da cadeia lhe perguntou se tinha alguma declaração final, a resposta foi “não”. O agressor tinha o corpo coberto de tatuagens racistas, incluindo uma de um homem negro enforcado.

A história tem pouco mais de 20 anos. John King e mais dois amigos, ofereceram boleia a James Byrd. Depois amarraram os pés de James com uma corrente a uma carrinha de caixa aberta e arrastaram a vítima por cerca de 5 quilómetros, provocando a morte de Byrd.

De acordo com os exames forenses, durante o trajeto, James Byrd conseguiu proteger o crânio com as mãos, ao mesmo tempo que se movia de um lado para o outro enquanto batia na estrada, para evitar a dor.

O sofrimento de Byrd terminou quando o corpo mutilado atingiu um esgoto e se dividiu em dois. Os restos mortais da vítima foram abandonados em frente a uma igreja afro-americana, onde foram encontrados na manhã de domingo, a 7 de junho de 1998, quando os paroquianos estavam a ir para a missa.

James Byrd foi massacrado em Jasper, no Texas, por ser negro — segundo o El País — por três homens brancos, um deles John King, na altura com 23 anos. A sua morte, juntamente com a de outro jovem (torturado e espancado até à morte por ser gay), levou à assinatura de uma lei que endureceu as penas contra os crimes de ódio.

Um dos cúmplices de John, Lawrence Brewer, recebeu também uma sentença de morte (ainda que depois de King) e foi executado em 2011. O terceiro agressor, Shawn Berry, foi poupado da pena de morte, por se acreditar não partilhar das mesmas crenças racistas e enfrenta prisão perpétua.

James Byrd era pai de 3 filhos.

De acordo com o FBI, em 1999 havia 3 679 vítimas negras de crimes de ódio. Em 2017 os números eram de 2 458, uma queda de cerca de 33%. No entanto, e apesar dos números terem melhorado, a organização Southern Poverty Law Center (SPLC) explica que as estatísticas parecem ter piorado desde que Donald Trump se tornou presidente dos Estados Unidos da América.