Rádio Observador

Kim Jong Un

Líder norte-coreano aponta o dedo aos EUA e sublinha “má fé” americana

O líder da Coreia do Norte teceu críticas à atitude dos EUA. Kim Jong-un acusou os americanos de "má fé" e sublinhou que a paz e segurança do seu país dependem da atitude futura dos Estados Unidos.

Kim Jong-un disse que "a situação na península coreana e na região agora está estagnada e chegou a um ponto crítico em que pode voltar ao seu estado original"

ALEXEI NIKOLSKY / SPUTNIK / KREMLIN POOL/EPA

O líder norte-coreano, Kim Jong-un, acredita que a situação na península coreana depende da “atitude” dos Estados Unidos, que acusou de “má fé”, garantindo que o seu regime está preparado para qualquer “situação possível”.

As declarações foram realizadas na cimeira que juntou Kim e o Presidente russo, Vladimir Putin, esta quinta feira.  “Os Estados Unidos adotaram uma atitude de má-fé” na segunda cimeira entre o líder norte-coreano e o Presidente dos EUA, Donald Trump, em fevereiro, disse Kim a Putin no encontro desta quinta-feira em Vladivostok, segundo a agência de notícias KCNA.

Ainda de acordo com a mesma agência de notícias, Kim afirmou que “a situação na península coreana e na região agora está estagnada e chegou a um ponto crítico em que pode voltar ao seu estado original” e que “a paz e a segurança (…) dependerão inteiramente da atitude futura dos EUA”.

No final da cimeira de Vladivostok, Putin, o único que compareceu perante os jornalistas, disse que ficou com a “impressão” de que Kim apoia a não-proliferação de armas de destruição em massa. Contudo, Pyongyang também quer “garantias de segurança e defesa de sua soberania”, sublinhou Putin.

“O mais importante é restabelecer o direito internacional e voltar à situação em que o direito internacional, e não a lei dos mais fortes, definia a situação no mundo”, acrescentou o Presidente russo.

A Coreia do Norte tem exigido que cessem “totalmente” as sanções que a ONU impôs ao regime de Pyongyang devido aos testes nucleares e balísticos iniciados em 2006. A Casa Branca, no entanto, mantém a posição de não ceder a essa pressão enquanto Pyongyang não tomar medidas concretas para desmantelar o seu arsenal nuclear.

No seu encontro com Putin em Vladivostok, Kim, de acordo com a KCNA, convidou Putin para visitar Pyonyang, e o Presidente russo prometeu fazê-lo quando a sua agenda assim o permitir.

No final, Putin disse ainda estar disposto a partilhar detalhes sobre a cimeira com Kim Jong-un com os EUA, o que pode alterar a influência da Rússia na questão da desnuclearização norte-coreana.

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