O parlamento aprovou esta sexta-feira um voto de pesar apresentado pelo CDS-PP pela morte do toureiro Ricardo Chibanga, que teve um voto contra do PAN e abstenções do BE, Verdes e do deputado não inscrito Paulo Trigo Pereira.

O toureiro Ricardo Chibanga – o único matador de touros africano da história da tauromaquia – morreu em 16 de abril, aos 76 anos, na sua casa na Golegã, na sequência de um acidente vascular cerebral sofrido no início de março.

“A Assembleia da República, reunida em plenário, apresenta sentidas condolências à família, mulher, filha e neto, e aos amigos e admiradores de Ricardo Chibanga”, refere o voto dos democratas-cristãos.

Natural de Moçambique, Ricardo Chibanga veio para Portugal nos anos 60 do século passado, tendo sido apoiado por várias figuras da festa brava, como o matador de touros e empresário taurino Manuel dos Santos.

A alternativa de matador de touros de Ricardo Chibanga surgiu na Real Maestranza de Caballaria de Sevilha (Espanha) a 15 de agosto de 1971, tendo sido apadrinhado por António Bienvenida, com o testemunho de Rafael Torres.

Em Portugal, apresentou-se como matador de touros na praça do Campo Pequeno, em Lisboa, no dia 19 de agosto de 1971, tendo toureado ao lado do matador espanhol José Luis Galloso.

Ricardo Chibanga abandonou as arenas no início dos anos 90 do século passado, tendo adquirido uma praça de touros desmontável em que promovia festejos taurinos, alugando também o equipamento a outros empresários tauromáquicos.