Transportes Aéreos

Vinci investe 15 ME na expansão do aeroporto do Porto

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Em cima da mesa está um projeto de melhoramento de circulação das aeronaves, que irá permitir aumentar os movimentos

JOSÉ COELHO/LUSA

Autor
  • Agência Lusa

A Vinci, dona da ANA — Aeroportos de Portugal, está a investir 15 milhões de euros na ampliação do caminho de circulação do aeroporto do Porto, adiantou hoje o grupo. As obras, que foram anunciadas pelo presidente executivo da ANA, Thierry Ligonnière, já se iniciaram e pretendem “acrescentar capacidade para, no futuro, ser possível responder à necessidade de desenvolvimento do tráfego”.

Em cima da mesa está um projeto de melhoramento de circulação das aeronaves, que irá permitir aumentar os movimentos por hora de 20 para 32, graças à “criação de uma saída rápida na pista e entradas múltiplas”, avançou o mesmo responsável, em declarações aos jornalistas. Além disso, de acordo com Ligonnière, a capacidade da pista irá aumentar em 60%, algo que poderá traduzir-se num aumento “teórico no terminal”, ou seja, em número de passageiros, mas não para já.

As obras estão a ser realizadas de forma a que o tráfego atual sofra o mínimo de perturbações, sobretudo durante a noite e deverão estar concluídas na sua totalidade em abril de 2020. A Vinci garantiu ainda que o aeroporto do Porto terá, depois destes melhoramentos, “capacidade para 20 milhões de passageiros” por ano, sendo que no ano passado movimentou 12 milhões.

O aeroporto recebeu no ano passado um investimento no alargamento da área de segurança, de 55 milhões de euros, que já foi concluído e está em funcionamento. “O aeroporto tem um plano até 2062 e temos as fases de crescimento planeadas”, garantiu Thierry Ligonnière.

O ministro das Infraestruturas e da Habitação, Pedro Nuno Santos, referiu, por sua vez, que o investimento no aeroporto faz sentido tendo em conta o desenvolvimento da região. “A infraestrutura aeroportuária tem que acompanhar e suportar este crescimento”, realçou. “Se alguma coisa caracteriza a região Norte é a capacidade de ser empreendedora e proativa”, disse o governante. Por isso, concluiu Pedro Nuno Santos, o aeroporto “tem que acompanhar a dinamismo dos portugueses” que lá vivem.

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