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Wall Street fecha em alta com recordes do Nasdaq e S&P500

Os números sobre o crescimento da economia, divulgados esta sexta-feira, mostraram que o produto interno bruto dos EUA aumentou 33,2% no primeiro trimestre, bem acima das expetativas dos analistas.

JUSTIN LANE/EPA

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  • Agência Lusa

A bolsa nova-iorquina encerrou esta sexta-feira em alta, depois do anúncio de um crescimento da economia norte-americana acima do previsto no primeiro trimestre e vários resultados empresariais, que colocaram os índices Nasdaq e S&P500 em níveis inéditos.

Os resultados definitivos da sessão indicam que o tecnológico apreciou-se hoje 0,34%, para um recorde no fecho de 8.146,40 pontos, e no conjunto da semana 1,85%.

Também o alargado S&P500 bateu o seu máximo, ao valorizar 0,47%, para as 2.939,88 unidades, fechando a semana com um ganho de 1,20%.

O seletivo Dow Jones Industrial Average, por seu lado, progrediu 0,31% na sessão, para os 26.543,33 pontos, mas fechou a semana em baixa de 0,06%. Depois de terem aberto a sessão em terreno negativo, os índices foram ganhando terreno à medida que o dia avançava.

“Tem-se colocado a questão de saber o que provocava a subida do mercado desde o início do ano. Compreendeu-se esta semana”, observou Gregori Volokhine, da Meeschaert Financial Services.

Os números sobre o crescimento da economia, divulgados esta sexta-feira, mostraram que o produto interno bruto dos EUA aumentou 33,2% no primeiro trimestre, bem acima das expetativas dos analistas. Foi também divulgado que os preços no consumo, fora os índices voláteis da energia e alimentação, tiveram uma subida contida, em 1,3%.

Em plena época de divulgação de resultados, algumas das empresas cotadas em Wall Street dececionaram, como o fabricante de microprocessadores Intel, cuja cotação baixou hoje 8,99%, e o vendedor de post-it e fita-cola 3M. Mas, no seu conjunto, as empresas apresentaram um crescimento ligeiro dos lucros, ao contrário da redução antecipada pelos analistas.

Entre crescimento da economia, subida dos lucros e uma inflação moderada, que não incita o banco central a subir as taxas de juro, a situação “é idílica para os investidores”, considerou Volokhine. “A questão agora é a de saber o que é que os investidores podem esperar de melhor”, adiantou.

A este respeito, os investidores vão seguir com atenção a conferência de imprensa que se vai seguir ao fim da reunião da próxima reunião do Comité de Política Monetária (FOMC, na sigla em Inglês) da Reserva Federal. “Todos os sinais de crescimento podem talvez conduzir a um ligeiro endurecimento do discurso”, avançou.

Em março, o banco central criou a surpresa em março ao renunciar a fazer qualquer subida das taxas de juro durante este ano, uma decisão que foi vivamente saudada pelos investidores.

RN // JH

Lusa/fim

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