Ainda que tenha anunciado prejuízos no último trimestre, depois de dois trimestres de lucros, o construtor americano de veículos eléctricos está num bom momento em termos de produto. A sua gama actual, composta pelo Model S (apresentado em 2012), Model X (2015) e Model 3 (2017), vai ser reforçada nos próximos 12 meses pelos Model Y, Semi, Pick-Up e Roadster, o que constitui um salto em frente para um fabricante de automóveis que ainda é pouco mais do que uma startup.

Mas se há algo a que a Tesla está sempre atenta são as críticas dos seus clientes, que se queixam que pagam um prémio muito elevado pelos seus veículos, eventualmente por serem eléctricos. Daí que Elon Musk, o CEO da marca, tenha anunciado já para Maio o lançamento de um seguro para oferecer as melhores condições aos seus clientes. Para tal, a Tesla recrutou o antigo executivo da seguradora Liberty Mutual, Alex Tsetsenekos, para gerir o Customer Centric Insurance Company.

Musk garante que a seguradora “será mais competitiva do que qualquer outra”, o que não espanta dado que, de acordo com o Insurance Institute, o Model S surge como o mais dispendioso, tanto no valor médio, como nos seguros com cobertura de colisão.

Em simultâneo com as “coisas sérias” do negócio, Musk arranjou igualmente tempo para as suas “brincadeiras”. Em linha com as memoráveis (e loucas) produções de chapéus, lança-chamas e a mais recente Teslaquila, a Tesla construiu um soprador de folhas. Como não podia deixar de ser, de funcionamento eléctrico. É provável que a decisão do patrão da marca tenha sido tomada ao tomar conhecimento, através do anúncio dos activistas ambientais californianos, que um soprador com motor de combustão, em duas horas de funcionamento, polui tanto quanto um veículo familiar a percorrer 1.600 km. O que faz sentido, pois apesar de pequenos, os motores a gasolina dos sopradores, corta-relvas e afins não possuem catalisadores ou filtros de partículas e, por serem a dois tempos, juntam uma boa dose de óleo aos gases de escape.

Certo é que o soprador de folhas vai ser menos problemático do que o lança-chamas, e substancialmente mais amigo do ambiente. Contudo, será decididamente menos saboroso do que a Teslaquila.