Rádio Observador

Inundações

Ciclone Kenneth. Inundações repentinas causam mais três mortes em Moçambique

Três pessoas morreram devido a inundações repentinas causadas por chuva forte em Pemba, Cabo Delgado. O número total de vítimas sobe para oito.

A chuva intensa causou cheias que inundaram estradas e habitações no norte de Moçambique

ANTÓNIO SILVA/LUSA

São já oito as mortes causadas pelo Ciclone Kenneth em Moçambique. A chuva intensa que atingiu Pemba, capital provincial de Cabo Delgado, no norte de Moçambique, levou à inundação de várias casas, matando pelo menos três pessoas, anunciaram fontes locais.

“Houve três óbitos” na sequência das cheias, referiu o presidente do conselho municipal, citado pela Televisão de Moçambique (TVM), confirmando relatos de moradores nos bairros afetados. A precipitação foi provocada pela depressão atmosférica que teve origem no ciclone Kenneth, que atingiu a região na quarta-feira e que se dissipou no sábado, mas que deixou chuvas intensas que se devem prolongar durante mais uma semana.

As vítimas deste domingo morreram dentro de casas de construção precária que desabaram com a força das águas. Pemba tinha escapado à entrada do ciclone em terra, mas o pior acabou por chegar hoje.

O ciclone Kenneth foi o primeiro, desde que há registo, a atingir o Norte de Moçambique, onde provocou cinco mortos, segundo número oficiais e numa altura em que ainda decorrem levantamentos em zonas mais remotas. Quase 3.500 casas foram parcial ou totalmente destruídas, pelo menos 168 mil pessoas foram afetadas pelo ciclone e há mais de 18.000 pessoas em 22 centros de acomodação.

O ciclone Kenneth atinge Moçambique seis semanas depois de o ciclone Idai causar a morte de pelo menos 602 pessoas no país. O The Guardian indica que os especialistas das Nações Unidas esperam que o Kenneth causa duas vezes mais chuva em Moçambique do que o Idai. A precipitação prevista para a próxima semana deverá ser equivalente a um quarto de toda a precipitação anual no país.

ONU promete ajudar na recuperação

Em nota emitida pelo seu porta-voz, Stéphane Dujarric, e divulgada pela ONU News, António Guterres apresentou as suas condolências e solidariedade às famílias das cinco vítimas mortais, ao Governo e ao povo moçambicano. O secretário-geral das Nações Unidas sublinhou a tristeza que sentia ao ver a destruição causadas pelo ciclone Kenneth na província moçambicana de Cabo Delgado.

Guterres garantiu que a ONU e os seus parceiros humanitários estão a apoiar as autoridades locais na avaliação das necessidades e apelou à comunidade internacional para que disponibilize financiamento para garantir a ajuda necessária.

A chefe do Escritório das Nações Unidas para a Coordenação de Assuntos Humanitário para África Austral e Oriental, Gema Connell, já registara no sábado o choque da ONU pela situação extrema no país: “Vimos do ar algumas das aldeias que ficaram no olho do ciclone e foram totalmente arrasadas. Parece que foram esmagadas por uma máquina de compactar

Não queremos ser todos iguais, pois não?

Maio de 2014, nasceu o Observador. Junho de 2019, nasceu a Rádio Observador.

Há cinco anos poucos acreditavam que era possível criar um novo jornal de qualidade em Portugal, ainda por cima só online. Foi possível. Agora chegou a vez da rádio, de novo construída em moldes que rompem com as rotinas e os hábitos estabelecidos.

Nestes anos o caminho do Observador foi feito sem compromissos. Nunca sacrificámos a procura do máximo rigor no nosso jornalismo, tal como nunca abdicámos de uma feroz independência, sem concessões. Ao mesmo tempo não fomos na onda – o Observador quis ser diferente dos outros órgãos de informação, porque não queremos ser todos iguais, nem pensar todos da mesma maneira, pois não?

Fizemos este caminho passo a passo, contando com os nossos leitores, que todos os meses são mais. E, desde há pouco mais de um ano, com os leitores que são também nossos assinantes. Cada novo passo que damos depende deles, pelo que não temos outra forma de o dizer – se é leitor do Observador, se gosta do Observador, se sente falta do Observador, se acha que o Observador é necessário para que mais ar fresco circule no espaço público da nossa democracia, então dê o pequeno passo de fazer uma assinatura.

Não custa nada – ou custa muito pouco. É só escolher a modalidade de assinaturas Premium que mais lhe convier.

Partilhe
Comente
Sugira
Proponha uma correção, sugira uma pista: observador@observador.pt
Turismo

A turistificação da economia algarvia

António Covas

Não é tarefa fácil falar de diversificação da base económica regional quando a atividade turística é aquela que remunera mais rapidamente as pequenas poupanças e os pequenos investimentos realizados.

Só mais um passo

1
Registo
2
Pagamento
Sucesso

Detalhes da assinatura

Esta assinatura permite o acesso ilimitado a todos os artigos do Observador na Web e nas Apps. Os assinantes podem aceder aos artigos Premium utilizando até 3 dispositivos por utilizador.

Só mais um passo

1
Registo
2
Pagamento
Sucesso

Detalhes da assinatura

Esta assinatura permite o acesso ilimitado a todos os artigos do Observador na Web e nas Apps. Os assinantes podem aceder aos artigos Premium utilizando até 3 dispositivos por utilizador.

Só mais um passo

Confirme a sua conta

Para completar o seu registo, confirme a sua conta clicando no link do email que acabámos de lhe enviar. (Pode fechar esta janela.)