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Naufrágios

Marinha portuguesa prossegue buscas junto à ilha do Príncipe para localizar desaparecidos

Mergulhadores da marinha, drones, ROVs e um navio português estão à procura de desaparecidos junto ao local do naufrágio. Já "foram encontrados destroços da embarcação".

MIGUEL MADEIRA/EPA

Não foi encontrada qualquer das nove pessoas ainda dadas como desaparecidas após o naufrágio do “Amfitriti”, na quinta-feira. Os mergulhadores da Marinha Portuguesa recolheram este domingo diversas bagagens a boiar junto à última posição conhecida do navio, perto da ilha do Príncipe, informou este domingo o porta-voz das Forças Armadas.

A Marinha Portuguesa registou ainda que a ondulação forte que se fez sentir durante toda a noite e dia, e provocou o contínuo embate violento do navio naufragado contra as rochas do ilhéu da Tinhosa Grande, levando ao afastamento do navio da sua posição inicial.

“Na sequência desta inevitável situação, foram retomadas as operações de mergulho para localização da embarcação junto à última posição conhecida (junto à escarpa do ilhéu). Nesta posição, com profundidade máxima de 15 metros, foram encontrados destroços da embarcação, nomeadamente malas de viagem, sacos de arroz, detritos diversos“, esclarece a mesma nota enviada à agência Lusa.

De acordo com as informações transmitidas a partir do local onde decorre a operação, foi igualmente detetado um rasto de destroços para sul, tendo sido estendidas as buscas no fundo até uma profundidade máxima de 20 metros, com alcance visual até aproximadamente 50 metros de profundidade.

“Releva-se que toda a zona com profundidade passível para efetuar operações de mergulho sem ultrapassar os limites de segurança, até 40 metros, foi vistoriada, o que só foi possível devido à excelente visibilidade subaquática”, indica a Marinha Portuguesa.

Em complemento – diz ainda a Marinha lusa – foi efetuada uma vistoria posterior com mergulhadores na água em todo o redor dos dois ilhéus da Tinhosa, que compreende “um enorme azul profundo com fundos na ordem dos 100 metros”, para tentar localizar mais uma vez destroços ou eventuais vestígios.

Decorrem ainda buscas à superfície pelo navio patrulha Zaire e com ‘drones’ operados por fuzileiros da Marinha portuguesa, bem como buscas em profundidade pela equipa de seis mergulhadores portugueses e mais dois da Guarda-costeira de São Tomé e Príncipe.

Os mergulhadores da Marinha estão também a utilizar o ROV (robot subaquático) até aos 100 metros do fundo. O navio patrulha Zaire manter-se-á até ao final deste domingo a fazer pesquisas de quadrícula, onde há maior probabilidade do navio ser encontrado.

O navio “Amfitriti”, que fazia a ligação entre as ilhas de São Tomé e do Príncipe, uma viagem que dura entre seis e oito horas, zarpou do porto de São Tomé na noite de quarta-feira com destino à cidade de Santo António e naufragou já perto da ilha do Príncipe. A bordo viajavam 64 passageiros e oito tripulantes e o navio transportava 212 toneladas de carga.

Segundo as autoridades locais, o acidente causou a morte de quatro crianças e quatro adultos e existem ainda nove desaparecidos, tendo sido resgatadas 55 pessoas com vida.

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