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Política

“Qualquer governo de coligação com o BE é ficção científica”, diz Marques Mendes

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Marques Mendes diz que o desentendimento à esquerda sobre as lei de bases da saúde mostra "comportamento errático do PS". E também que novos entendimentos à esquerda são improváveis.

CARLOS BARROSO/LUSA

O comentador social-democrata Luís Marques Mendes considera impossível que os partidos de esquerda possam voltar a entender-se no futuro ou que o BE seja Governo com o PS. E diz que uma prova disso foi a questão da lei de bases da saúde, durante a última semana, em que o PS recuou no ponto que dizia respeito às parcerias-público privadas, desistindo de as proibir — como tinha chegado a negociar com os parceiros.

“Para o país foi uma boa cambalhota”, argumentou Marques Mendes no seu comentário semanal na SIC assinalando logo de seguida o “comportamento errático” do PS que “não é fantástico”. E a propósito do desentendimento entre PS e Bloco de Esquerda na lei de bases da saúde, aproveitou para afirmar que “qualquer governo de coligação com o BE é pura ficção científica”.

São incompatíveis em tudo o que é estratégico e estruturante. Quem espera um futuro governo BE e PS é tire o cavalinho da chuva porque não vai acontecer.

A discussão, considera Mendes, “teve muito taticismo político” — “António Costa percebeu que se fizesse este acordo com o BE tinha mais a perder do que a ganhar”. E que se tratam apenas de “quatro PPP em Portugal” — “é uma questão importante mas não é a essencial. mas sim o Sistema Nacional de Saúde que está em degradação”.

O comentador acredita que há um fator extra a contribuir para a dificuldade de um novo entendimento para uma maioria de esquerda: “O próximo Governo, em janeiro de 2021, vai ter de fazer a presidência portuguesa da União Europeia, exige um programa comum para a presidência, alguém acredita que há um programa comum entre BE, PCP e PS em matéria europeia?”. Mendes lembra que este é um dos temas em que os três partidos nunca se entenderam, deixando-o mesmo fora das posições conjuntas assinadas em 2015. “Em tudo o que é importante são incompatíveis”, sublinhou o antigo líder do PSD.

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