Lisboa

Torres Vedras lança Festival de Música Antiga para dinamizar espaços históricos

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O I Festival de Música Antiga conta com compositores e obras desde a Idade Média até ao pré-classicismo. Serão interpretas obras de autores como Bach e Mozart e o festival começa este sábado.

A autarquia quer promover e dinamizar espaços como igrejas e outros locais históricos do concelho

João Relvas/LUSA

O I Festival de Música Antiga de Torres Vedras vai realizar-se entre o próximo sábado e o dia 8 de junho, para dinamizar igrejas e espaços históricos do concelho, anunciou esta segunda-feira a câmara municipal.

“O I Festival de Música Antiga de Torres Vedras aparece como resposta de revitalização e valorização de todo o património histórico existente nos vários locais do concelho, aliando a música da época à beleza da arquitetura e à acústica desses mesmos espaços”, explica, no dossiê de imprensa, esta autarquia do distrito de Lisboa.

Em simultâneo, procura “divulgar um repertório bastante diverso, sacro e profano, dando a conhecer ao grande público compositores e obras da cultura europeia, desde a Idade Média até ao pré-classicismo”.

Com direção artística de Daniel Oliveira, o festival começa no sábado, na Igreja de Santa Susana, do Maxial, com um concerto de alaúde e flauta barrocos, por Vinicius Perez e Alexandre Andrade, acompanhados pelo grupo de música antiga Camerata Galante.

O concerto tem como pano de fundo os 300 anos da passagem do músico e compositor italiano Domenico Scarlatti por Lisboa, onde deixou marcas da “italianização da vida musical portuguesa de setecentos”. Vão ser interpretadas obras de Scarlatti e Handel, escritas para flauta e alaúde barrocos, e de Luís Alvares Pinto.

O segundo concerto realiza-se a 11 de maio no salão nobre do Palácio de Runa e é dedicado às “Modinhas Luso-Brasileiras”, um tipo de canção do século XVIII acompanhada por instrumento, misturando características populares e eruditas, para voz ou vozes solistas, cravo, pianoforte, viola (guitarra), guitarra portuguesa ou ainda um pequeno ensemble de câmara. O grupo Cantos do Sabiá junta-se à soprano Margarida Simões, ao tenor Carlos Reis e a Vanessa Gonçalves, em guitarra.

O festival prossegue a 18 de maio, com um concerto sobre “A Sonata Barroca em Diálogo com Ária Sacra”, pelo grupo Ars Eloquentia e pela soprano Susana Duarte, na Igreja de Nossa Senhora da Graça de Penafirme, na Póvoa de Penafirme.

Vão ser interpretadas obras de Bach escritas para voz e baixo contínuo, assim como a cantata sacra BWV 202, intitulada “Weichet nur, betrübte schatten” (“Apartai-vos, Tristes Sombras”, em tradução livre).

A 25 de maio, alunos da Escola de Música Luís António Maldonado Rodrigues dão o terceiro concerto na Igreja Matriz do Turcifal, apresentando instrumentos a solo, coros e grupos de música de câmara, para levar o espetador a uma autêntica viagem pelo passado, em diálogo com a música contemporânea.

O festival encerra a 8 de junho, com o concerto “A sonata da Chiesa [de igreja] barroca e clássica”, na Igreja da Graça, em Torres Vedras.

Os violinistas Zófia Pajak e Marcos Lázaro, a violoncelista Vânia Moreira e Daniel Oliveira, em órgão e cravo, prometem fazer uma viagem pela música de câmara do barroco e do classicismo, privilegiando o género “Sonata da Chiesa” ou “Sonata de Igreja”, género instrumental presente na liturgia.

Vão ser interpretadas sonatas dos mais emblemáticos compositores destes dois períodos, tais como Handel, Mozart, Albinoni e Domenico Zipoli.

Também a 8 de junho, realiza-se, na Igreja da Graça, um workshop de instrumentos antigos, uma oportunidade para o público contactar e conhecer instrumentos antigos da tradição europeia, tais como o cravo, a flauta barroca e o violino barroco.

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