CGTP

1.ºMaio: Arménio Carlos e mais sete dirigentes da CGTP sobem ao palco pela última vez

Arménio Carlos e outros sete dirigentes deixam a direção do CGTP em 2020 e sobem ao palco do 1.º de Maio pela última vez. A revisão da legislação laboral será um dos temas a abordar.

"Vai ser um Dia do Trabalhador especial, mas não diferente. Quando entrámos para o movimento sindical foi para deixar o nosso contributo para o bem dos trabalhadores. Estamos aqui para servir e não para nos servirmos", disse Arménio Carlo

JOSÉ SENA GOULÃO/LUSA

Autor
  • Agência Lusa

O secretário-geral da CGTP, Arménio Carlos, e outros sete dirigentes sobem na quarta-feira pela última vez ao palco do 1.º de Maio, em Lisboa, porque deixam a direção em janeiro de 2020, por limite de idade.

Arménio Carlos, Deolinda Machado, Ana Avoila, Carlos Trindade, Augusto Praça, João Torres, Graciete Cruz e Fernando Jorge Fernandes deixam a comissão executiva da Intersindical no próximo congresso da central sindical, que se realiza em janeiro de 2020, porque já não podem cumprir outro mandato.

É que a CGTP tem um limite de idade para o acesso aos corpos sociais da central. Ou seja, os sindicalistas não se podem candidatar a um novo mandato quando têm a perspetiva de atingir a idade de reforma nos quatro anos seguintes.

O secretário-geral da Inter completará 64 anos em junho e termina o último mandato no final de janeiro do próximo ano.

Por isso, vai discursar pela última vez no palco junto à Fonte Luminosa, na Alameda Afonso Henriques, perante os milhares de trabalhadores que participam na manifestação da CGTP, mas não valoriza muito o facto.

“Vai ser um Dia do Trabalhador especial, mas não diferente. Quando entrámos para o movimento sindical foi para deixar o nosso contributo para o bem dos trabalhadores. Estamos aqui para servir e não para nos servirmos”, disse Arménio Carlos à agência Lusa.

O sindicalista assegurou que irá participar neste 1.º de Maio com a mesma confiança e tranquilidade com que subiu ao palco há sete anos, após ter sido eleito secretário-geral da Intersindical.

Neste seu último discurso do Dia do Trabalhador, Arménio Carlos vai tentar passar a mensagem aos trabalhadores de que eles têm “o direito de exigir que se cumpram os seus direitos”.

“Ao contrário do que temos assistido nos últimos anos, com os trabalhadores a produzir riqueza, mas sem respeito relativamente à distribuição da mesma”, disse.

Segundo o sindicalista, o aumento dos salários em geral, e do salário mínimo em particular, “vai ser uma das reivindicações mais assumidas pela CGTP, neste 1.º de Maio”.

Um dos elementos fundamentais para o futuro é o aumento geral dos salários, (…) pois o aumento do poder de compra das famílias torna-se fundamental para o desenvolvimento da sociedade e do próprio país”, afirmou.

A revisão da legislação laboral será outro dos temas abordar por Arménio Carlos.

“Não nos resignaremos a uma legislação do trabalho que acentue as desigualdades e a pobreza laboral”, afirmou o líder da CGTP, criticando o Governo por não aproveitar a conjuntura política para melhorar as leis do trabalho.

Arménio Carlos irá ainda, em nome da CGTP, defender o combate à precariedade laboral e à desregulação dos horários de trabalho.

“É preciso regular os horários de trabalho, e nós vamos mais longe. Desde já [defendemos] que se comece a pensar na redução dos horários para as 35 horas semanais, sem qualquer redução salarial”, defendeu.

Todos queremos saber mais. E escolher bem.

A vida é feita de escolhas. E as escolhas devem ser informadas.

Há uns meses o Observador fez uma escolha: uma parte dos artigos que publicamos deixariam de ser de acesso totalmente livre. Esses artigos Premium, por regra aqueles onde fazemos um maior investimento editorial e que mais diferenciam o nosso projecto, constituem a base do nosso programa de assinaturas.

Este programa Premium não tolheu o nosso crescimento – arrancámos mesmo 2019 com os melhores resultados de sempre.

Este programa tornou-nos mesmo mais exigentes com o jornalismo que fazemos – um jornalismo que informa e explica, um jornalismo que investiga e incomoda, um jornalismo independente e sem medo. E diferente.

Este programa está a permitir que tenhamos uma nova fonte de receitas e não dependamos apenas da publicidade – porque não há futuro para a imprensa livre se isso não acontecer.

O Observador existe para servir os seus leitores e permitir que mais ar fresco circule no espaço público da nossa democracia. Por isso o Observador também é dos seus leitores e necessita deles, tem de contar com eles. Como subscritores do programa de assinaturas Observador Premium.

Se gosta do Observador, esteja com o Observador. É só escolher a modalidade de assinaturas Premium que mais lhe convier.

Partilhe
Comente
Sugira
Proponha uma correção, sugira uma pista: observador@observador.pt

Só mais um passo

1
Registo
2
Pagamento
Sucesso

Detalhes da assinatura

Esta assinatura permite o acesso ilimitado a todos os artigos do Observador na Web e nas Apps. Os assinantes podem aceder aos artigos Premium utilizando até 3 dispositivos por utilizador.

Só mais um passo

1
Registo
2
Pagamento
Sucesso

Detalhes da assinatura

Esta assinatura permite o acesso ilimitado a todos os artigos do Observador na Web e nas Apps. Os assinantes podem aceder aos artigos Premium utilizando até 3 dispositivos por utilizador.

Só mais um passo

Confirme a sua conta

Para completar o seu registo, confirme a sua conta clicando no link do email que acabámos de lhe enviar. (Pode fechar esta janela.)