Tem acesso livre a todos os artigos do Observador por ser nosso assinante.

Uma das opções mais em conta para fazer um programa de férias, sobretudo para quem não gosta de ficar durante muito tempo nas mesmas paragens, passa por partir à aventura numa autocaravana. De uma assentada, as famílias (ou grupos de amigos) conseguem assim ter casa e carro num só, com a vantagem de poderem ir mudando o local do ‘acampamento’ sempre que entenderem. Mas não foi propriamente para este tipo de clientes que a Cami concebeu a Terra Wind, uma motorhome muito especial, cuja versatilidade é inquestionável, pois tão depressa o viajante pode estar a rolar na estrada, como atirar-se à água e trocar o volante pelo joystick, passando de condutor a marinheiro num ápice.

Especialista em veículos anfíbios, a Cami (acrónimo de Cool Amphibious Manufacturers International) concentrou-se em fazer deste projecto um dos mais luxuosos que se podem encontrar com estas características. A “casa” tem espaço suficiente para acomodar até oito pessoas, mas com todo o requinte, pois a bordo não faltam os materiais nobres, uma cozinha completamente equipada e até mesmo uma banheira de hidromassagem!

3 fotos

A autocaravana anfíbia desloca-se recorrendo aos serviços de um motor turbodiesel (Caterpillar 3126E) de 330 cv, sabendo-se que no limite, em estrada, a Terra Wind atinge um máximo de 130 km/h. Não é de admirar, pois estamos a falar em mover um “monstro” com quase 13 metros de comprimento e 3,82 de altura, que pesa qualquer coisa como 14.500 kg.

Na água, o ritmo afunda-se até aos 13 km/h, ou seja, o equivalente a 7 nós. A transição da passagem de potência das rodas para os hélices faz-se de forma quase imperceptível, com o veículo a detectar quando está sobre a água e a desengrenar a transmissão às rodas para acoplá-la aos hélices em bronze, de 19 polegadas.

Além do preço, que arranca nos 760 mil euros e chega aos 1,1 milhões de euros da versão mais equipada, a Terra Wind tem ainda outro inconveniente: navegar no mar não é a sua praia, antes se recomendando uma utilização aquática limitada a rios e lagos, devido à “força” da corrente. Por isso e por ser altamente recomendável que esteja garantido o acesso e a saída da água através de uma rampa, sem a qual os aventureiros podem ter de lidar com uma aventura à deriva.

PUB • CONTINUE A LER A SEGUIR