Os empresários responsáveis por duas das maiores empresas de construção civil portuguesas foram burlados num negócio que envolve iates de luxo. Segundo conta o Jornal de Notícias (JN) na edição desta terça-feira, os empresários encomendaram embarcações, tendo dado um sinal de vários milhões de euros. No entanto, nunca os barcos lhes chegaram às mãos, ficando com prejuízos de mais de 5,4 milhões de euros.

De acordo com o JN, o esquema de burla foi encabeçado por um empresário do Algarve, que entretanto fugiu para o Brasil com a namorada. Assim, os dois são acusados pelo Ministério Público (MP) de Faro de crimes de burla qualificada, falsificação de documentos, branqueamento de capitais e insolvência dolosa. Também são acusados outros seis cúmplices, que terão ajudado o casal a esconder o dinheiro.

O caso remonta a abril de 2012, quando um dos empresários encomendou um barco de 4,4 milhões de euros ao principal arguido do processo, José Silvestre, de 46 anos, segundo o MP. Para receber então o iate, fez quatro pagamentos antecipados, que ascenderam aos 1,3 milhões de euros.

O negócio da compra de iates de luxo — que nunca viriam a ser entregues aos compradores — envolveu ainda, além de dois líderes de empresas de construção civil portuguesas, um magnata da joalharia internacional.