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Huawei

Vodafone detetou vulnerabilidades em equipamentos Huawei há cerca de 10 anos

Uma semana depois de Theresa May permitir a Huawei de participar na implementação da rede 5G no país, a Vodafone anuncia que há 10 anos descobriu funções ocultas em equipamentos da empresa chinesa.

Em comunicado, refere a Bloomberg, a Huawei adiantou que estava ciente das falhas em 2011 e 2012, tendo solucionado a questão

Andreu Dalmau/EPA

A operadora de telecomunicações britânica Vodafone descobriu funções ocultas em equipamentos da chinesa Huawei que permitiam aceder à rede fixa de Internet há cerca de 10 anos, noticiou esta terça-feira a Bloomberg.

Embora a Vodafone tenha adiantando que estas vulnerabilidades foram resolvidas, tal poderá afetar a operadora chinesa, numa altura em que os Estados Unidos apertam o cerco à Huawei, quando o tema do 5G (quinta geração móvel) está na ordem do dia.

A Bloomberg cita documentos da Vodafone de 2009 e 2011 e, de acordo com fontes ligadas ao processo, o operador britânico identificou possíveis problemas com os equipamentos fornecidos pela Huawei para Internet fixa em Itália, um serviço com milhares de clientes residenciais e empresariais naquele país.

Estas funções ocultas no ‘software’ da Huawei permitiriam ao equipamento aceder sem autorização à rede fixa em Itália.

O problema foi resolvido desde então. Em comunicado, refere a Bloomberg, a Huawei adiantou que estava ciente das falhas em 2011 e 2012, tendo solucionado a questão.

Esta informação vem a público numa altura de ambiente tenso no Reino Unido e uma semana depois de ter sido noticiado que a primeira-ministra britânica, Theresa May, terá dado luz verde à Huawei para participar, de forma limitada, na implementação da rede 5G no país.

De acordo com a informação veiculada, a Huawei não estaria envolvida no negócio ‘core’ (central), mas antes em infraestruturas menos sensívei,s como as antenas, embora exista muitas reservas por parte do executivo britânico, com os Estados Unidos a pressionarem para que a operadora chinesa seja banida.

A decisão final do Governo nesta matéria é aguardada para junho.

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