Ambiente

México quer locomover carros com o ouro verde

Há carros cujos motores se alimentam de produtos derivados de petróleo, gás, álcool ou electricidade. A novidade é que passam a existir uns que consomem o ouro verde mexicano.

Há várias formas de minorar o impacto dos veículos com motores a combustão no ambiente, sendo a mais habitual optar por combustíveis com menos carbono, a única forma de minimizar as emissões de CO2, caso não se faça disparar o consumo. De caminho, o ideal era que esses combustíveis alternativos ao petróleo emitam menos poluentes, do enxofre aos óxidos de azoto, passando pelos hidrocarbonetos e pelas partículas.

Foi talvez a pensar nisto que o México decidiu produzir um biocombustível a partir daquilo que é conhecido localmente como o ouro verde: o cacto do tipo nopal. A denominação é no mínimo estranha, pois tradicionalmente associamos o ouro a algo que existe em pouca quantidade e, por isso mesmo, tem um preço muito elevado, enquanto este ouro verde mexicano é exactamente ao contrário: há muito e não vale quase nada. Isto apesar de cada mexicano consumir cerca de 5 kg de nopal por ano, em saladas, doces e mezinhas, sendo ainda utilizado na indústria da cosmética e nos medicamentos.

O nopal reveste grande parte das regiões mais áridas do México e, ao contrário do agave, com que se produz a tequila, não serve para muita coisa. Pois bem, os responsáveis locais decidiram pegar no excedente de nopal e com ele produzir biocombustível.

Depois de ser recolhido e esmagado, transformado em puré, o cacto é misturado com excremento em grandes depósitos, onde é guardado para fermentar. Deste processo resulta a libertação de um gás, o metano (CH4, o que significa que possui apenas 1 átomo de carbono para 4 de hidrogénio), enquanto a gasolina tem entre 6 e 10 e o gasóleo entre 10 e 15. Encarregue da industrialização deste biocombustível está a empresa local NopaliMex, que trabalha neste projecto desde 2015. Consome cerca de 8 toneladas diárias de cactos, com o metano a ser utilizado numa frota de carros governamentais.

Segundo a NopaliMex, se os cactos forem replantados, a produção de metano é sustentável, com a vantagem de os resíduos ainda serem aproveitados para a agricultura como adubo natural. A empresa afirma ainda que o litro deste biogás custa cerca de 12 pesos, cerca de 60 cêntimos, ou seja, aproximadamente um terço do valor da gasolina. Sendo que pode ser consumido por veículos com motores a gasolina, com ligeiras adaptações, a começar pelo depósito de combustível. No final, o biogás de nopal tem a vantagem de não “picar” nem na carteira e muito menos no ambiente.

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