Tem acesso livre a todos os artigos do Observador por ser nosso assinante.

O CDS diz que não tinha conhecimento prévio da proposta, “e muito menos assentiram”, das passadeiras arco-íris aprovadas pela Junta de Freguesia de Arroios, em Lisboa. Numa nota enviada aos militantes, assinada por Assunção Cristas e por Diogo Moura, presidente da concelhia do CDS Lisboa, o partido defende ainda que há “formas mais adequadas de ação” no que diz respeito à “defesa da não discriminação de qualquer pessoa”.

Relativamente a uma recomendação, sem carácter vinculativo, apresentada pelos eleitos pelo CDS em Arroios, importa esclarecer que a mesma não vincula o CDS Lisboa nem a Direção Nacional do partido, que de resto não tiveram qualquer conhecimento prévio e muito menos assentiram“, lê-se na nota a que o Observador teve acesso.

Na nota, Assunção Cristas e Diogo Moura defendem depois que existem “formas mais adequadas de ação” na “defesa da não discriminação de qualquer pessoa”— “que como humanistas perfilhamos”. O CDS esclarece ainda que “não se revê neste tipo de iniciativas” e deixa a garantia de que “situações destas não tornem a ocorrer”, “lamentando o sucedido”.

O CDS não se revê neste tipo de iniciativas e a estrutura concelhia de Lisboa garantirá que situações destas não tornem a ocorrer”, lê-se na nota.

https://observador.pt/2019/05/01/lisboa-vai-ter-passadeiras-lgbti-uma-proposta-do-cds-pp-criticada-dentro-do-partido/

PUB • CONTINUE A LER A SEGUIR

A proposta, aprovada pela Junta, foi apresentada por dois representantes do CDS-PP na Assembleia de Freguesia de Arroios para assinalar o Dia Internacional de Luta contra a Homofobia, Transfobia e Bifobia. Mas a iniciativa não vai avançar por ser ilegal, já que as sinalizações rodoviárias têm de estar pintadas de branco, por lei.

Arroios. Afinal, não vai haver passadeiras arco-íris para homenagear comunidade LGBTI