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Índia

Ciclone Fani está a passar pela Índia e há registo de sete mortos e mais de um milhão de deslocados

O estado de Odisha está em estado de alerta máximo por causa da tempestade que pode ser a pior dos últimos 20 anos. O ciclone já está a perder força mas já causou pelo menos sete mortos.

Governo estima que pelo menos cinco mil casas possam ser destruídas

Sete mortos, um milhão de pessoas deslocadas, mais de 200 voos cancelados e outros tantas viagens de comboio suspensas, população instada a não sair de casa — o estado de Odisha, na Índia, está em alerta total. O ciclone tropical Fani, a mais severa tempestade a atingir a Índia no espaço de 20 anos, chegou à costa este desse estado esta sexta-feira, conta a televisão indiana NDTV. A tempestade está a perder força e está agora a caminho do Bangladesh.

Ao longo do dia, têm sido publicados nas redes sociais vídeos que mostram a força do ciclone. Em baixo, é possível observar o ciclone a estilhaçar as janelas de uma universidade local, o Instituto de Tecnologia Industrial de Kalinga. As imagens foram gravadas por um estudante.

Durante esta sexta-feira, o Fani atingiu a aldeia indiana de Charichhak, no estado de Odisha.

Outro vídeo mostra um autocarro a ser empurrado pela tempestade e uma grua a cair ao chão.

A cidade de Puri já foi afetada, segundo equipas de meteorologia indianas, esta sexta-feira. Segundo o The Guardian, as autoridades continuam a retirar habitantes dos locais mais perigosos para que fiquem menos expostas aos ventos que já chegaram aos 185 km por hora. A tempestade terá perdido alguma força quando chegou a terra firme e estima-se que continue a enfraquecer à medida que vá percorrendo a Bengala Ocidental, devendo chegar ao Bangladesh no domingo. Ainda assim o ciclone pode vir a causar efeitos dramáticos na pobre e densamente povoada Baía de Bengala.

No Bangladesh, já foram evacuadas 400.000 pessoas. As autoridades esperam evacuar até à noite desta sexta-feira 2.1 milhões de pessoas. Estão a ser construídos abrigos e distribuídos alimentos, água e medicamentos. As autoridades estão ainda preocupados com os milhares de refugiados de Rohingya, que fugiram dos conflitos étnicos do Myanmar para o Bangladesh.

Desde quinta-feira que se têm sentido fortes chuvas e estima-se que no total tenham sido evacuadas 1.1 milhões de pessoas, entre elas mais de mil grávidas. “Não há ninguém nas estradas e não pode haver”, afirmou Bimal Pandia, um membro da associação de caridade Oxfam, que está baseada em Bhubaneswar e é especialista em desastres naturais. “Isto está bastante sério; o vento está a soprar a 120/150 km por hora. Muitas árvores já foram arrancadas do solo mas, como não temos autorização para sair de casa, não conseguimos perceber a totalidade dos estragos causados”, contou o mesmo.

O departamento dos serviços meteorológicos indianos em Calcutá já avisou que esta tempestade pode levar à “destruição total de árvores com telhados de colmo” e fazer voar “vários destroços”.  Todos os voos com partida em Bhubaneswar foram cancelados e o aeroporto de Calcutá também estará encerrado entre as 9h30 desta sexta-feira e as 18h de sábado. Os turistas que estavam na região foram retirados dos locais com três comboios especiais nesta quinta-feira, mas mais de 150 outros serviços ferroviários foram suspensos.

Escolas e universidades estão encerradas e as forças armadas indianas (exército, marinha e força aérea) foram colocadas em alerta para a possibilidade de poderem vir a participar em operações de resgate. Quase 5 mil abrigos provisórios foram criados em Odisha e já começou a ser reunido material de construção suficiente para reconstruir cinco mil habitações. Ninguém quer repetir a tragédia de 1999 em que mais de 10 mil pessoas morreram sob o efeito do Super ciclone que atingiu durante 30 horas a costa de Odisha.

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