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Caixa Geral de Depósitos

Faria de Oliveira ataca auditoria da EY. Relatório “descuidado” com conclusões “grosseiras e erradas”

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Ex-presidente da Caixa Geral de Depósitos diz que auditoria independente produzida pela EY à gestão do banco produziu "relatório viciado e descuidado" com conclusões "grosseiras e erradas".

ANTÓNIO COTRIM/LUSA

Faria de Oliveira acusa a auditoria da EY aos créditos da Caixa Geral de Depósitos de ter resultado num relatório “enviesado, viciado em ilações e descuidado por culpa própria”, nomeadamente pela falha na obtenção de dados. Na intervenção inicial na comissão parlamentar de inquérito à recapitalização do banco, o ex-presidente da CGD, considera ainda que estes “vícios” vieram condicionar o quadro mental em que esta auditoria foi recebida e levaram a “conclusões grosseiras e erradas”.

Considera ainda que esta audição “é uma oportunidade para defender o meu bom nome e do conselho a que presidi e da instituição de referência que tão mal tratada tem sido”.

Faria de Oliveira, que atualmente é presidente da Associação Portuguesa de Bancos (APB), diz que o seu mandato enquanto presidente executivo, entre 2008 e 2011, decorreu num período que “correspondeu a uma das maiores crise de sempre”, e que constitui um “contexto de relevância indiscutível” na avaliação da gestão a decisões de crédito que estão a ser escrutinadas pela comissão de inquérito.

O ex-presidente da Caixa adianta que no TOP das 25 operações que mais perdas geraram identificado pela EY, apenas duas foram decididas no seu mandato e corresponderam a projetos PIN, entre os quais a fábrica da La Seda em Sines que o banco financiou na sua quase totalidade, e a unidade da Pescanova em Mira cofinanciada por outros bancos portugueses. Faria de Oliveira refere a inesperada falência do acionista La Leda, o financiamento inicial foi anterior ao seu mandato, e detalha as medidas tomadas no seu mandato para conter as perdas nas operações que estavam em risco ou mesmo em incumprimento. Adiantou que as duas operações que são do seu tempo correram mal por razões externas não previstas. E garantiu: “Obviamente não se subestimaram as imparidades a constituir” no seu mandato.

O que aconteceu em 2016, com a recapitalização desenhada por António Domingues, é que houve uma mudança de regras em que o Estado teve de se comparar com um acionista privado que tem de maximizar o seu investimento.

Numa apresentação entregue aos deputados, Faria de Oliveira identifica o “enorme número de incoerências e erros” que detetou no relatório da EY e acaba a sua intervenção, citando Ramalho Eanes em recente entrevista. “Estou em paz comigo mesmo. Posso ter cometido erros, mas entendo que, se os cometi, aconteceram com bom propósito, boa intenção, com uma preocupação ética permanente”.

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