Exatamente uma hora depois do início da intervenção de Rui Rio, na qual o líder do PSD apresentou a posição do partido sobre discussão da contagem de tempo dos professores, foi a vez de Mário Nogueira falar aos jornalistas. A partir de Coimbra, o secretário-geral da Fenprof — a maior estrutura sindical de professores — afirmou que a ameaça de crise política vem provar “que os professores são um grupo extremamente importante neste país, sobretudo quando se trata de eleições”.

Numa intervenção de poucos minutos, Mário Nogueira acusou o PS de ser protagonista de uma “crise artificialmente criada” e de uma “farsa negocial que durou mais de um ano e meio”, lembrando que o PS foi o primeiro partido — “ou um dos primeiros partidos” — a comprometer-se com a reposição integral do tempo de serviço dos professores.

Mário Nogueira acusou ainda o Governo de mentir quanto aos números que possam representar os custos associados ao descongelamento das carreiras dos professores: “Os custos que o Governo tem vindo a dizer são uma verdadeira mentira. Já ouvimos de tudo”.

Em representação dos professores, Mário Nogueira admitiu que a estrutura sindical que lidera precisa de conhecer o texto final a ser aprovado em sessão plenária, a 15 de maio, para, então, “ter uma posição e saber se os professores vão ou não, ainda este ano letivo, a partir de 6 de junho, entrar em greve às avaliações”. “Isso só saberemos após a aprovação. A Fenprof estará na Assembleia da República para assistir à votação”, concluiu.