Ferrari

Não parece, mas é um Ferrari. E alguém o comprou

Possuir um Ferrari é um sonho para muitos que gostam de automóveis desportivos. Este 355 Spider estava num estado "menos bem conservado" e, ainda assim, encontrou comprador…

Autor
  • Observador

O que apaixona os amantes dos Ferrari é a sua estética característica, entre o elegante e o agressivo, a sua mecânica potente e exuberante, tenha ela um roncar de um V8 ou V12 e, sobretudo, a exímia capacidade de curvar e travar além do que as leis da física deixariam antever. Porém, o Ferrari que foi vendido pela Copart não preenche nenhum destes requisitos, o que levanta a dúvida sobre os motivos da compra.

O 355 Spider era um Ferrari impressionante nos seus tempos áureos, tendo sido desenhado por Pininfarina e fabricado entre 1994 e 1999. Foram produzidas pouco mais de 3.700 unidades com caixa manual e cerca de 1.000 com caixa automática F1. O seu motor 3.5 V8, obviamente atmosférico, debitava 380 cv e tinha uma cabeça com cinco válvulas por cilindro. E esta unidade, comercializada pela Copart, foi vendida em 1999 por 101 mil dólares.

Não é conhecido o tipo de tortura que levou à transformação do belo 355 Spider num monte de sucata derretida, com o site a mencionar apenas “incêndio”, o que, a avaliar pelas fotos, todos aceitamos como sendo a mais pura das verdades.

As especificações dizem ainda que o carro – o que resta dele – foi dado como não recuperável, o que significa que aquele número de chassi e de motor nunca mais pode voltar a ser utilizado num veículo para circular em estrada, o que deveria reduzir o seu valor como destroço para cerca de zero.

As fotos revelam um montinho muito pequeno de sucata, pois tudo o que é carroçaria em fibra desapareceu, sucumbindo ao calor das chamas, o mesmo acontecendo ao chassi e ao motor, bem como a tudo o que recorria a alumínio. Reconhecem-se apenas as embaladeiras, o que julgamos ser as zonas deformáveis em aço, bem como a panela de escape e os arcos de protecção. Tudo o resto é história.

Mas, apesar da desolação e evidente ausência de valor, houve alguém que pagou uma certa quantidade de dólares pelo destroço. Não sabemos quanto, nem para quê.

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