Espanha

Espanha. Cirurgiões extraem tumor cerebral pelo nariz de rapariga de quatro anos

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A operação é feita através de endoscopia e evita assim a manipulação do cérebro e dos nervos ópticos. O procedimento permite a recessão total do tumor cerebral em 100% dos casos.

A criança sofria de dores de cabeça, mal estar e perda de visão

ANNE-CHRISTINE POUJOULAT/AFP/Getty Images

Uma equipa médica do Instituto Oliver & Ayats, do Centro Médico Teknon de Barcelona, extraiu com sucesso um tumor cerebral de uma rapariga de quatro anos através do seu nariz. O processo, avança o La Vanguardia, foi feito através de uma cirurgia multidisciplinar endoscópica.

A cirurgia endoscópica transesfenoidal transnasal, como se intitula, é realizada por uma equipa que inclui especialistas de neurocirurgia, otorrinolaringologia, anestesia e enfermaria. O procedimento recorre ao endoscópio, aparelho utilizado para analisar o interior do corpo, como fonte de visão para operar e é uma técnica minimamente invasiva.

A cirurgia permite a recessão total do tumor cerebral em 100% dos casos e a sua extração é feita por uma cavidade com apenas um centímetro de diâmetro, explicou o centro em comunicado, que refere ainda que a hospitalização do paciente pode ser curta e a recuperação após a cirurgia breve, com “menos efeitos e danos neurológicos secundários”.

O craneofaringioma trata-se de um tumor cerebral benigno, comum em crianças entre os cinco e os dez anos de idade. “Os restos do tecido embrionário permanecem onde não devem, desenvolvem-se e assim surge o tumor”, explica Bartolomé Oliver, neurocirurgião responsável pela operação. O tumor comprime a hipófise e outras estruturas cerebrais próximas, como o hipotálamo e o quiasma óptico, responsável pelo controlo da visão. Neste caso, o tumor causava à criança dores de cabeça constantes, mal estar geral e a rapariga estava também a sofrer de perda da acuidade visual.

O Instituto Oliver & Ayats realiza desde 2005 esta operação, que vem assim substituir a craneotomia. Segundo Oliver, as vantagens do novo procedimento passam pelo facto de “não haver necessidade de manipular o cérebro nem os nervos ópticos, uma vez que se trabalha por baixo dos mesmos”, explica.

O nariz “é a única via que garante a extração total do tumor”, conclui Bartolomé Oliver.

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