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Governador do Rio de Janeiro denunciado à Organização dos Estado Americanos devido à violência dos últimos dias

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Desde a sua campanha eleitoral, Wilson Witzel tem apelado à necessidade de "abater" criminosos e promove penas de morte e tortura. Em quatro dias, 13 pessoas foram mortas pela polícia no Rio.

Num momento em que a violência tem aumentado no Rio de Janeiro, o governo do estado refere que não recebeu qualquer notificação da Organização dos Estado Americanos

Marcelo Sayao/EPA

Membros da Comissão de Direitos Humanos da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) denunciaram esta terça-feira o governador do estado, Wilson Witzel, na Organização dos Estado Americanos (OEA), devido à sua política para a segurança pública.

Segundo informações divulgadas pela Agência Brasil, a denúncia foi motivada pela política para a área de segurança pública defendida pelo governador, que desde a campanha eleitoral afirma que é preciso recorrer a atiradores de elite para “abater” criminosos. A Comissão de Direitos Humanos da Alerj acrescentou que Witzel promove uma política que terá como base “crimes contra a humanidade, pena de morte e tortura”.

Nos últimos quatro dias, pelo menos 13 pessoas foram assassinadas em comunidades pobres do Rio de Janeiro durante operações da polícia. Quatro pessoas foram mortas no Morro do Borel, oito na comunidade da Maré, um dos maiores complexos de favelas da capital carioca, e um mototaxista morreu na favela da Rocinha.

O documento enviado à OEA também questiona um voo que o governador realizou num helicóptero da polícia na cidade de Angra dos Reis.

Num vídeo divulgado pelo próprio governador, Witzel disse que o objetivo de uma operação realizada naquela área era colocar fim à bandidagem no município. A denúncia enumerou outras operações da polícia que resultaram em mortes, como uma ação realizada na comunidade do Fallet, que terminou com 13 mortos, em fevereiro.

O governo do estado do Rio de Janeiro informou num comunicado à Agência Brasil que não recebeu nenhuma notificação da OEA.

Segundo o mesmo texto, a política de segurança do Rio de Janeiro é baseada, entre outros fatores, em inteligência e investigação por parte da Polícia Civil e da Polícia Militar.

Sobre os atiradores de elite, o governo do Rio de Janeiro informou que são usados há anos e que todas as operações com esse tipo de agente são precedidas de planeamento e seguem protocolos previstos em lei.

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Brasil

Em nome do Brasil, peço desculpas /premium

Ruth Manus
2.369

Não, eu não elegi este governo. Mas o meu país o fez. Parte por acreditar na política do ódio, parte por ignorância, parte por ser vítima das tantas fake news produzidas ao longo do processo eleitoral

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