EuroRally e Gumball são dois eventos que reúnem uma série de adeptos de superdesportivos, levando os concorrentes de um ponto A ao B, mas com bastantes emoções e festas pelo meio. O primeiro com uma vocação mais europeia e o segundo mais mundial, estes acontecimentos não deveriam ter nada de “corridas” – como se fosse possível ter um condutor de um Ferrari, Lamborghini ou Bugatti a pagar uma inscrição de 799€, para participar numa prova que o leva a percorrer 5.000 km, sem nunca infringir os limites de velocidade.

O EuroRally deste ano começou em Oslo, na Noruega, para rumar a Sul, até Praga, a capital da República Checa. O arranque começou bem, mas a linha de meta nunca foi atingida para a maioria dos participantes. Isto porque, ao atravessar a Alemanha, cometeram alguns excessos que a polícia não desculpou.

Os germânicos não apreciam os abusos nas estradas secundárias e nas cidades, incluindo a travessia das localidades mais pequenas, tanto mais que têm a maioria das auto-estradas sem limite de velocidade, onde se pode rodar a 300 km/h, ou até a 400 km/h, caso as condições o permitam. Porém, se fazem “vista grossa” às velocidades elevadas, não perdoam alguns comportamentos dos condutores, não permitindo, por exemplo, corridas. E foi exactamente aqui que os 120 participantes “encalharam” na lei alemã.

Apanhados a competir uns contra os outros a 250 km/h na A20, nas proximidades de Wismar, os Ferrari e Lamborghini dos participantes, entre outras bombas de bitola similar, foram vítimas dos condutores “normais”, que alertaram as autoridades para o facto de terem sido ultrapassados a velocidades pornográficas e não necessariamente pela esquerda. Em resposta, a polícia alemã evitou as confusões do tipo “este fez asneira, mas aquele não” e optou por apreender a totalidade dos carros participantes.

A organização do EuroRally declarou que nada tem a ver com os excessos de velocidade e muito menos com comportamentos perigosos. A polícia também percebeu que já tinha atingido o seu objectivo – estragar o rali, perdão, o passeio – e sabendo que legalmente não poderia ir muito mais longe, libertou os carros. Mas fê-lo em grupos pequenos, espaçados por várias horas, para garantir que não voltaria a ter 120 condutores a fazer corridas auto-estrada fora.

Depois deste episódio, o mais provável é que este tipo de eventos tão depressa não regresse à Alemanha. A Global News cobriu o arresto temporário dos veículos: